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Cidades são epicentro das agressões ambientais, afirma especialista

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As cidades, que ocupam apenas de dois a três por cento da superfície terrestre, são o epicentro das agressões ao meio ambiente, segundo o especialista italiano em neurobiologia vegetal, Stefano Mancuso. De acordo com informações do Envolverde, Mancuso, autor de obras como ‘Revolução das Plantas’ e ‘Nação das Plantas’, lança agora ‘Fitópolis’, onde discute a importância da vegetação urbana.

Por que as cidades são tão impactantes para o meio ambiente?

No livro, Mancuso destaca a incapacidade humana de reconhecer a importância das plantas nas cidades. Ele aponta que, na natureza, as plantas representam 86,7% contra apenas 0,3% de animais. No entanto, as cidades são projetadas com uma “cegueira vegetal”. Mancuso afirma:

“Ainda que ocupem uma pequena porção da superfície terrestre (2 a 3%), as cidades são o epicentro de nossas agressões ao meio ambiente”

.

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Quais são as consequências da falta de vegetação nas cidades?

Os dados apresentados por Mancuso são alarmantes. Atualmente, 350 cidades enfrentam temperaturas acima de 35 graus por três meses, e esse número pode chegar a 970 em 2050. Além disso, 200 milhões de pessoas vivem em condições de calor extremo, número que pode atingir 1,6 bilhão em 2050. Mancuso alerta:

“Segundo a maioria dos modelos, nos próximos 30 a 50 anos uma porcentagem significativa do globo estará quente demais para se viver.”

  • 350 cidades com temperaturas acima de 35 graus hoje.
  • 970 cidades em 2050 com temperaturas extremas.
  • 200 milhões de pessoas em calor extremo hoje.
  • 1,6 bilhão de pessoas em 2050 em condições extremas.

Como podemos reverter essa situação?

Mancuso propõe um modelo de cidade baseado nas plantas, com cidades mais espalhadas e bairros que garantam a maior biodiversidade possível. Ele questiona:

“Como é possível realizar a mudança drástica que seria necessária para resistir ao aquecimento global, se mesmo propostas ridiculamente limitadas como plantar árvores ao longo da rua encontram oposição?”

A proposta é evitar a organização centralizada e entender a cidade como um ser vivo.



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