Alunos da Universidade de São Paulo (USP) criaram o chatbot Tá Certo Isso AI? para identificar desinformação no WhatsApp, usando inteligência artificial multimodal para analisar texto, áudio, vídeo e imagens. A ferramenta foi desenvolvida no âmbito do projeto de extensão Raia, venceu o programa AI4Good no começo deste ano e, segundo o relato publicado, levou a equipe a representar o Brasil nos Estados Unidos no mês passado. De acordo com informações da Revista Fórum, o sistema foi pensado para ajudar usuários a checar conteúdos suspeitos compartilhados no aplicativo de mensagens.
O chatbot nasceu dentro da Rede de Avanço em Inteligência Artificial, projeto de extensão da USP que trabalhou com o tema soluções para mitigar o impacto das fake news na sociedade. A proposta foi desenvolvida em um desafio com tempo limitado: os estudantes tiveram dez horas para apresentar a ferramenta. Ao todo, cerca de 170 projetos foram inscritos, e apenas oito avançaram para a etapa de monitoria e aceleração, de acordo com o texto original.
Como o Tá Certo Isso AI? funciona no WhatsApp?
Segundo a publicação, o sistema opera diretamente pelo WhatsApp e permite o envio de diferentes formatos de conteúdo para análise. A proposta é verificar se as informações podem ser checadas, apontar quais afirmações são verdadeiras ou falsas e informar as fontes utilizadas na resposta.
A ferramenta trabalha com IA multimodal, o que significa que consegue combinar mais de um tipo de dado na análise. Assim, o usuário pode encaminhar materiais em formatos variados sem precisar adaptar o conteúdo previamente.
- Texto
- Link
- Imagem
- Vídeo
- Áudio
- Figurinha
Quais são as formas de uso disponíveis?
O texto informa que há duas maneiras principais de utilizar o chatbot. A primeira é no chat privado, adicionando o número 35 8424-8271 aos contatos ou acessando o link informado pela reportagem original. Depois disso, basta encaminhar ao bot qualquer conteúdo considerado suspeito para receber a análise em poucos instantes.
A segunda forma é em grupos de WhatsApp. Nesse caso, o chatbot pode ser adicionado à conversa e acionado por meio da marcação com @. A checagem ocorre dentro do próprio grupo, e o resultado fica visível para todos os participantes, o que pode ampliar o alcance da verificação entre os integrantes da conversa.
Por que a ferramenta ganhou destaque?
O chatbot ficou em primeiro lugar no programa AI4Good, descrito na reportagem como um desafio da Brazil Conference, evento da comunidade brasileira de estudantes nos Estados Unidos. A conquista deu visibilidade ao projeto e resultou no convite para que a equipe representasse o Brasil no exterior no mês passado, conforme a matéria.
A notícia destaca o uso da inteligência artificial como apoio ao combate à desinformação em um ambiente de circulação rápida de mensagens. Ao levar a checagem para dentro do WhatsApp, a ferramenta busca atuar no mesmo espaço em que conteúdos duvidosos costumam ser compartilhados, oferecendo uma resposta prática ao usuário sem exigir a saída do aplicativo.
As informações publicadas não detalham os critérios técnicos usados pelo sistema para classificar cada mensagem, mas apontam que o retorno inclui a indicação do que pode ser verificado, o que foi considerado verdadeiro ou falso e quais fontes embasaram a resposta. O projeto foi citado pela Revista Fórum com informações do Jornal da USP.