A Controladoria-Geral da União abriu em 23 de março de 2026 uma investigação interna para apurar a conduta de ex-diretores do Banco Central no Caso Master. O procedimento mira atos e decisões atribuídos a Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização, e Belline Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária, no período de 2019 a 2023. A apuração foi instaurada no âmbito administrativo e pode resultar em sanções no serviço público, inclusive demissão, caso as suspeitas sejam confirmadas.
De acordo com informações do g1 Política, o Procedimento Administrativo Disciplinar terá duração de dois meses. A investigação busca esclarecer se houve irregularidades na atuação dos dois ex-integrantes do Banco Central, autarquia federal responsável pela política monetária e pela supervisão do sistema financeiro, que também já são alvo de apuração na esfera criminal.
O que a CGU está investigando no Caso Master?
Segundo o relato publicado pelo g1, a investigação administrativa da CGU analisa a conduta funcional de Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana. O foco está em atos praticados enquanto ambos ocupavam funções no Banco Central, entre 2019 e 2023.
No caso de Paulo Sérgio, a apuração se baseia na suspeita de simulação de operações societárias e patrimoniais. Entre os pontos citados está a possível venda fictícia de uma fazenda para uma empresa ligada a Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Quais suspeitas recaem sobre Belline Santana?
Em relação a Belline Santana, as suspeitas mencionadas têm ligação com supostas irregularidades na prestação de consultoria privada para Leonardo Palhares, apontado como um dos alvos da Operação Compliance Zero. De acordo com a publicação, a empresa Varajo Consultoria é apontada como uma “conta de passagem” para ocultar a origem ilícita dos pagamentos.
O texto também informa que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, relator do Caso Master, descreveu os funcionários do Banco Central como uma espécie de consultores privados de Daniel Vorcaro. Como se trata de investigação em andamento, as suspeitas ainda estão sob apuração.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso Master, descreveu os funcionários do Banco Central como uma espécie de consultores privados de Daniel Vorcaro.
Quais podem ser as consequências do procedimento?
O PAD aberto pela CGU tem prazo de dois meses. Ao fim da apuração, as consequências dependerão da gravidade das condutas eventualmente comprovadas no processo administrativo.
- advertência
- suspensão
- demissão do serviço público
A medida trata especificamente da responsabilização administrativa dos ex-servidores. Paralelamente, o caso segue sob investigação criminal, conforme informado pela reportagem original. Assim, a análise da CGU não substitui outras frentes de apuração, mas pode produzir efeitos diretos sobre a situação funcional dos envolvidos.
O caso envolve nomes ligados à supervisão bancária e à fiscalização no Banco Central, em uma investigação que busca esclarecer se ex-ocupantes de cargos estratégicos atuaram de forma incompatível com suas funções públicas. A abertura do procedimento pela CGU amplia a apuração sobre o episódio e coloca sob análise oficial a atuação dos dois ex-diretores citados no processo.



