Um evento com a presença da líder opositora venezuelana María Corina Machado em Madri, na Espanha, foi marcado neste fim de semana por cânticos racistas dirigidos à presidenta interina da Venezuela, Delcy Rodríguez. Manifestantes repetiram a frase “Fora, macaca!”, em um episódio que gerou repercussão nas redes sociais e provocou reação da Embaixada da Venezuela na Espanha. De acordo com informações do DCM, os gritos ocorreram em diferentes momentos do ato realizado na capital espanhola.
Segundo o relato publicado pela fonte, o cantor Carlos Baute, presente no palco, afirmava que o que os venezuelanos pedem não é mais “liberdade”, mas “eleições”, e seu discurso foi interrompido diversas vezes pelos gritos racistas. Ainda de acordo com a publicação, Baute aderiu publicamente aos cânticos entoados no evento.
O que aconteceu durante o evento em Madri?
Os cânticos racistas ocorreram ao longo da manifestação realizada durante a passagem de María Corina Machado pela capital espanhola. A repercussão foi imediata nas redes sociais, com críticas à falta de reação institucional diante do episódio. Usuários também apontaram, conforme o texto original, que manifestações semelhantes em outros contextos públicos costumam resultar em punições.
O caso ganhou visibilidade também pelo contraste com a agenda oficial da visita. Durante sua passagem por Madri, María Corina Machado recebeu a Medalha de Ouro da Comunidade de Madri. Ela também se reuniu com Santiago Abascal, presidente do partido Vox, segundo o texto de origem.
“Fora, macaca!”
Quais foram os desdobramentos políticos e diplomáticos?
No mesmo contexto, María Corina Machado justificou a recusa em se encontrar com o presidente da Espanha, Pedro Sánchez. De acordo com o texto original, ela afirmou que a reunião de líderes progressistas em Barcelona demonstrava que o encontro não seria conveniente.
A reação institucional veio por meio da Embaixada da Venezuela na Espanha. Em comunicado citado pela reportagem, a embaixadora Gladys Gutiérrez condenou os episódios e pediu desculpas. Ela classificou os cânticos como discurso de ódio e disse que se tratam de manifestações racistas dirigidas a uma mulher, caracterizando violência política baseada em misoginia e racismo.
Como a embaixada venezuelana classificou o episódio?
Segundo a representação diplomática venezuelana, chamar uma mulher de “macaca” constitui um ato de desumanização incompatível com os princípios do direito internacional dos direitos humanos. No comunicado mencionado pela matéria, a Venezuela declarou que denuncia categoricamente os fatos e reiterou que suas representantes não devem ser alvo desse tipo de ataque.
Os principais pontos relatados no episódio foram:
- cânticos racistas contra Delcy Rodríguez durante o evento em Madri;
- presença de María Corina Machado no ato;
- participação de Carlos Baute no palco, segundo a fonte;
- repercussão nas redes sociais e críticas à ausência de resposta institucional imediata;
- manifestação oficial da Embaixada da Venezuela na Espanha condenando o caso.
O episódio reuniu elementos de tensão política, repercussão pública e resposta diplomática. A notícia, conforme publicada pela fonte original, se concentrou tanto no conteúdo racista dos cânticos quanto na reação institucional posterior, em meio à agenda pública de María Corina Machado em território espanhol.