Hannah Mary Goodlad, uma alta executiva da Equinor, foi escolhida pelo Partido Nacional Escocês (SNP) como candidata para a vaga das Ilhas Shetland nas eleições parlamentares de maio. De acordo com informações do DeSmog, a escolha tem gerado controvérsias, com acusações de que a Equinor estaria tentando influenciar a política britânica.
Qual é o conflito de interesses apontado?
Goodlad, que trabalha na Equinor desde 2014, está em licença para concorrer nas eleições, mas mantém contrato com a empresa. Alex Armitage, candidato dos Verdes Escoceses, descreveu a situação como um “conflito de interesses alarmante”. A Equinor, que aguarda aprovação do governo britânico para o projeto Rosebank, é acusada de ter influência excessiva na política escocesa.
Como a Equinor se posiciona sobre a candidatura?
Em resposta, a Equinor afirma ser um “parceiro líder” nas ambições de descarbonização do Reino Unido, citando projetos de captura de carbono e energia eólica offshore. A empresa declarou que não faz doações políticas e que Goodlad está livre para expressar suas opiniões pessoais. No entanto, críticos, como Rosie Hampton da Friends of the Earth Scotland, expressam preocupação com a proximidade da Equinor com o governo.
Qual é a posição de Goodlad sobre a transição energética?
Goodlad defende que sua experiência corporativa é valiosa para o governo e afirma que, se eleita, deixará a Equinor. Ela propõe políticas energéticas focadas na comunidade e reconhece a complexidade da transição energética, afirmando que “o petróleo e o gás são necessários”. No entanto, sua candidatura é vista por alguns como um sinal de que o SNP pode estar retrocedendo em seus compromissos climáticos.
Fonte original: DeSmog