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Cabo submarino AUÐUR: Farice planeja nova ligação entre Islândia e Escócia

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A Farice, operadora de telecomunicações da Islândia, anunciou planos para construir o cabo submarino AUÐUR, um novo sistema de conexão entre a costa sul islandesa e Glasgow, na Escócia. O projeto foi divulgado em 27 de abril de 2026 e tem como objetivo ampliar a resiliência da infraestrutura de telecomunicações do país, criar uma nova rota de baixa latência com hubs europeus de rede e apoiar serviços digitais, em especial diante do avanço dos investimentos em data centers na região nórdica. De acordo com informações da Total Telecom, o sistema deve entrar em operação até 2030.

Segundo a publicação, o cabo AUÐUR terá cerca de 1.300 quilômetros de extensão entre a Islândia e a Escócia. O projeto prevê entre 16 e 24 pares de fibra, com capacidade de até 480 Tbps. A proposta é reforçar a conectividade da ilha com centros europeus de dados e oferecer uma alternativa adicional de tráfego, especialmente em ligação com a região nórdica.

O que o cabo AUÐUR deve mudar na conectividade da Islândia?

Hoje, a Islândia conta com quatro sistemas de cabos submarinos: Greenland Connect, com ligação ao Canadá via Groenlândia; IRIS, conectado à Irlanda; DANICE, que liga o país à Dinamarca; e FARICE-1, com conexão às Ilhas Faroé e ao norte da Escócia. Nesse cenário, o novo cabo deve ampliar a redundância da infraestrutura e fortalecer a capacidade de resposta da rede.

A expectativa é que o AUÐUR funcione, em grande parte, como substituto do FARICE-1, em operação desde 2004 e que, segundo o texto original, provavelmente será aposentado nos próximos anos. A nova estrutura também é apresentada como uma rota de baixa latência entre a Islândia e os principais hubs de rede da Europa.

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Quais são as características técnicas e o cronograma do projeto?

O planejamento detalhado da rota depende de um levantamento marítimo previsto para o próximo ano. Após essa etapa, a implantação do sistema deverá avançar com a meta de operação até 2030. O texto informa os seguintes pontos principais do projeto:

  • extensão aproximada de 1.300 quilômetros;
  • ligação entre a costa sul da Islândia e Glasgow, na Escócia;
  • entre 16 e 24 pares de fibra;
  • capacidade de até 480 Tbps;
  • levantamento marítimo previsto para o próximo ano;
  • entrada em operação esperada até 2030.

Ao justificar o investimento, o diretor-presidente da Farice, Thorvardur Sveinsson, afirmou que a iniciativa busca reforçar a infraestrutura de telecomunicações do país e integrar com mais eficiência os data centers islandeses às topologias de rede que conectam os mercados dos Estados Unidos e dos países nórdicos.

“The time has come to further strengthen Iceland’s telecommunications infrastructure by building a new high-capacity cable. Through the new cable we will create a new low latency route between Iceland and Europe’s key network hubs as well and further strengthen the digital bridge within the Nordics. Icelandic data centres can be seamlessly integrated into network topologies, bridging the US and Nordic markets. The Nordic region is rapidly emerging as a major data centre hub, making interconnectivity with the Nordics ever more important,” said Thorvardur Sveinsson, CEO of Farice.

Por que o projeto foi batizado de AUÐUR?

O nome do cabo faz referência a Auður the Deep-Minded, identificada no texto como Auður djúpúðga Ketilsdóttir, descrita como uma colona que navegou da Escócia para a Islândia no século nove. A escolha associa o projeto a uma figura histórica ligada à travessia entre os dois territórios que o sistema pretende conectar.

Com a iniciativa, a Farice busca atualizar a base física da conectividade internacional islandesa em um momento de rápida evolução do setor de cabos submarinos. O projeto também se insere em um contexto de maior demanda por integração entre infraestrutura digital, serviços em nuvem e polos de data centers no Norte da Europa.

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