O Governo do Paraná, por meio da Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep), formalizou nesta terça-feira, 31 de março de 2026, a assinatura do contrato com a empresa Modera Engenharia Ltda para a realização de estudos técnicos e do anteprojeto do BRT Norte-Sul Metropolitano. O empreendimento visa estabelecer um corredor exclusivo de transporte coletivo para integrar a capital paranaense aos municípios de Colombo e Fazenda Rio Grande, atendendo a uma demanda histórica de mobilidade na região.
De acordo com informações da Agência Paraná, o investimento destinado à elaboração destes estudos iniciais é de R$ 5,8 milhões. O projeto é considerado um dos pilares estratégicos para a infraestrutura de transporte da Grande Curitiba, prevendo a implantação de canaletas exclusivas que permitirão o tráfego contínuo de ônibus entre o eixo norte e o eixo sul da região metropolitana. Corredores do tipo Bus Rapid Transit (BRT) são adotados em diferentes cidades brasileiras como alternativa para aumentar a capacidade do transporte coletivo com segregação viária e integração operacional.
O diretor-presidente da Amep, Gilson Santos, ressaltou que a iniciativa representa um avanço significativo para a qualidade de vida dos usuários do sistema.
Estamos dando um passo decisivo para a implantação de um corredor estruturante que vai transformar a mobilidade da Região Metropolitana. Esse projeto vai garantir mais agilidade, integração e qualidade no transporte coletivo, atendendo uma demanda histórica da população que depende diariamente desse sistema.
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Quais municípios serão beneficiados pelo novo corredor?
O projeto foca na conexão direta entre Curitiba e dois importantes polos de crescimento populacional. Ao norte, a integração alcançará o município de Colombo, enquanto ao sul, o corredor chegará até Fazenda Rio Grande. Segundo o secretário de Estado das Cidades, Guto Silva, a ampliação deste eixo é fundamental, visto que ambas as cidades transportam diariamente um volume expressivo de passageiros para o centro da capital.
A meta do governo estadual é reduzir drasticamente o tempo de deslocamento dos trabalhadores. Com o novo sistema, um passageiro poderá embarcar em Colombo e seguir sem interrupções até Fazenda Rio Grande, utilizando o sistema de canaletas do Bus Rapid Transit (BRT). Silva destaca que a medida oferece mais tranquilidade ao cidadão e auxilia no desafogo do trânsito urbano nas cidades que apresentam crescimento acelerado. Na prática, a proposta reforça um modelo de integração metropolitana que costuma ser acompanhado por outras regiões do país com desafios semelhantes de deslocamento entre capital e municípios vizinhos.
Como será a estrutura do BRT Norte-Sul Metropolitano?
O anteprojeto prevê intervenções em dois trechos principais, totalizando mais de 23 quilômetros de novas estruturas viárias. Além da pavimentação específica para as canaletas, os estudos abrangem a criação de novas estações de embarque e desembarque, além de melhorias na sinalização e acessibilidade. Os principais pontos de intervenção incluem:
- Eixo Norte: Implantação de 5,9 quilômetros de canaleta exclusiva, ligando a Estação Atuba, em Curitiba, ao Terminal Guaraituba, em Colombo;
- Eixo Sul: Extensão de 17,5 quilômetros conectando a região do Pinheirinho, na capital, ao bairro Estados, em Fazenda Rio Grande;
- Integração Estratégica: Reformas e melhorias nos terminais Maracanã e Guaraituba;
- Novas Estações: Criação de pontos de parada em áreas de grande circulação, como a região da Ceasa.
O planejamento também contempla a integração total com o sistema metropolitano já existente, permitindo que a malha de transporte seja mais eficiente e abrangente. A empresa contratada deverá analisar a viabilidade técnica e propor soluções de engenharia que suportem o fluxo projetado para as próximas décadas.
Qual o valor investido e o objetivo dos estudos técnicos?
Com o aporte de R$ 5,8 milhões, a Modera Engenharia Ltda terá o papel de diagnosticar os desafios logísticos e geográficos de cada trecho. Estes resultados serão fundamentais para subsidiar o processo de licitação das obras físicas futuramente. O governo estadual também mencionou que este esforço faz parte de um pacote mais amplo de investimentos em mobilidade, que inclui R$ 183 milhões para sinalização urbana nos 399 municípios paranaenses.
A reunião que marcou o início das atividades técnicas serviu para alinhar cronogramas e diretrizes entre o setor público e a iniciativa privada. A expectativa é que, com o anteprojeto em mãos, o Estado possa acelerar a execução das obras, garantindo o cumprimento das etapas necessárias para a modernização do sistema viário metropolitano e o fortalecimento da infraestrutura do Paraná.


