A seleção brasileira de atletismo paralímpico assumiu a liderança isolada do quadro de medalhas no Grand Prix de Rabat, no Marrocos, após uma performance dominante nos primeiros dois dias de disputas. Entre a última quinta-feira e a sexta-feira, 25 de abril de 2026, a delegação do Brasil conquistou o expressivo total de 44 pódios, consolidando-se como a principal força da competição internacional realizada em solo africano.
De acordo com informações da Agência Brasil, o desempenho da equipe nacional contabiliza 29 medalhas de ouro, dez de prata e cinco de bronze. O evento em Rabat serve como um termômetro importante para o ciclo paralímpico, reunindo alguns dos principais nomes da modalidade em nível global para testes de alto rendimento.
Qual é o impacto deste resultado para o atletismo nacional?
O resultado expressivo no Marrocos marca a primeira aparição oficial da seleção brasileira em grandes torneios desde o feito histórico registrado no Campeonato Mundial de Nova Déli, na Índia, ocorrido em 2025. Naquela ocasião, os atletas brasileiros garantiram a primeira posição geral do quadro de medalhas pela primeira vez na história, com um retrospecto de 15 ouros, 20 pratas e nove bronzes.
A manutenção do topo da tabela em competições de elite, como este Grand Prix, reforça o investimento e a preparação técnica conduzida pelo Comitê Paralímpico Brasileiro. A delegação atual demonstra consistência tanto em provas de pista quanto de campo, superando adversários tradicionais do circuito paralímpico e mantendo o ritmo de recordes e marcas pessoais em ascensão.
Quem foram os principais destaques nas provas de campo?
Um dos grandes nomes da última sexta-feira foi a amapaense Wanna Brito. A atleta garantiu o lugar mais alto do pódio na prova de arremesso de peso pela classe F32, destinada a esportistas com lesões encefálicas. Wanna atingiu a marca de 7,64 metros para assegurar o ouro. O sucesso brasileiro na prova foi complementado pela paulista Giovanna Boscolo, que arremessou 5,53 metros e ficou com a medalha de prata.
A superioridade técnica do grupo brasileiro em Rabat pode ser observada em diversas frentes:
- Domínio absoluto nas categorias de arremesso;
- Consistência nas provas de velocidade para atletas com baixa visão;
- Eficiência na transição técnica após o ciclo do Mundial da Índia;
- Liderança no número total de medalhas de ouro conquistadas por dia.
Como foi o desempenho dos atletas brasileiros na pista?
As provas de velocidade também renderam dobradinhas para o país. Nos 200 metros da classe T12, voltada para competidores com baixa visão, a capixaba Lorraine Aguiar venceu com o tempo de 24s78, garantindo mais um ouro. A medalha de prata ficou com a potiguar Clara Daniele, que cruzou a linha de chegada em 25s35, reforçando a hegemonia brasileira na categoria.
Após a conquista, Lorraine Aguiar destacou a importância da resiliência durante o calendário exaustivo de competições internacionais. Em depoimento oficial, a atleta comentou sobre sua condição física e os próximos passos no torneio em Rabat.
“Estou um pouco cansada, mas estou feliz de estar neste Grand Prix aqui no Marrocos. Tenho que aprimorar algumas coisas que não saíram como esperado. Espero fazer ainda melhor amanhã, na prova dos 400 metros”
As competições do Grand Prix de atletismo paralímpico no Marrocos seguem até este sábado, 25 de abril, quando serão definidas as últimas medalhas. A expectativa da comissão técnica é que o Brasil mantenha a liderança e amplie a vantagem no topo do quadro geral, encerrando a participação com um saldo positivo para o restante da temporada.