O Brasil enfrenta desafios significativos em sua matriz energética, especialmente após dois grandes apagões nos últimos três anos. De acordo com informações do Eixos, o país precisa tomar decisões cruciais até 2026 para evitar novos apagões. A crescente participação de fontes renováveis intermitentes, como solar e eólica, trouxe novos desafios operacionais, conforme explica o Operador Nacional do Sistema (ONS).
Quais são os desafios da matriz energética brasileira?
O Brasil enfrenta um descasamento entre geração e consumo de energia. Embora haja excesso de energia limpa, a demanda por térmicas flexíveis deve aumentar em 19 GW até 2035. A expansão das fontes renováveis, principalmente solar e eólica, resultou em uma geração variável que depende de condições climáticas. Atualmente, essas fontes representam quase 30% da carga do país.
- Excesso de energia em momentos de baixa demanda
- Risco de falta de geração em picos de consumo
- Desafios operacionais para o ONS
Como o Brasil pode evitar novos apagões?
No curto prazo, é necessário melhorar o controle da energia injetada pela geração distribuída. O ONS está em discussão com o Ministério de Minas e Energia e a Aneel sobre o tema. A Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD) defende que mudanças legais são necessárias para incluir a geração distribuída em cortes de geração.
Quais são as soluções para o futuro?
Para o futuro, o fortalecimento da infraestrutura de transmissão e o aumento da demanda por energia são soluções viáveis. A atração de data centers e o uso de tecnologia de armazenamento de energia em baterias são esperados para ajudar a equilibrar a oferta e demanda de energia.
“Para ampliar a confiabilidade, é fundamental avançar em medidas estruturais, como o armazenamento de energia, a modernização dos sistemas de previsão e despacho, maior digitalização das redes e a expansão coordenada da infraestrutura de transmissão e distribuição”, defende Raquel Rocha, diretora da ABGD.


