Brasil, França, Espanha e cerca de 20 outros países condenaram as recentes medidas de Israel para ampliar seu controle sobre a Cisjordânia. De acordo com informações do CartaCapital, essas nações afirmaram que as ações de Israel representam uma tentativa de “anexação de fato”.
O que motivou a condenação internacional?
Desde o início do mês, Israel anunciou planos para alterar o registro de terras na Cisjordânia, classificando-as como “propriedade do Estado” israelense e aumentando os assentamentos ilegais. Os países signatários da declaração conjunta destacaram que essas ações visam mudar a realidade no terreno e avançar para uma anexação inaceitável.
“Essas ações constituem um ataque deliberado e direto à viabilidade de um Estado palestino e à implementação da solução de dois Estados”, afirmaram os signatários.
Qual é o contexto histórico da ocupação?
Israel ocupa a Cisjordânia desde 1967, incluindo áreas sob controle da Autoridade Palestina conforme os Acordos de Oslo, assinados na década de 1990. Esses acordos, que já estão praticamente moribundos, visavam estabelecer um caminho para a paz entre israelenses e palestinos.
Quais são as repercussões internacionais?
A decisão de Israel gerou uma nova onda de tensões na região, com países árabes e outros membros da comunidade internacional denunciando as medidas. A condenação reflete a preocupação global com a estabilidade na região e a viabilidade de uma solução pacífica baseada em dois Estados.
Fonte original: CartaCapital


