O governo brasileiro elevou, no início de fevereiro de 2026, o imposto sobre mais de mil produtos importados, incluindo smartphones. A medida, que afeta bens de capital e de informática, aumentou a taxação em até 7,2 pontos percentuais. De acordo com informações do G1, a decisão visa proteger a indústria nacional, mas foi criticada por importadores devido ao impacto na competitividade e na inflação.
Quais são os impactos da medida?
O Ministério da Fazenda justificou a medida como necessária para reequilibrar preços e mitigar a concorrência assimétrica. A escalada das importações de bens de capital e informática mostrou um crescimento acumulado de 33,4% desde 2022. O governo também destacou que a penetração desses produtos no consumo nacional ultrapassou 45%, ameaçando a cadeia produtiva. Bens de capital são máquinas e equipamentos usados na produção, o que faz com que mudanças de tarifa possam afetar custos em diferentes setores da economia.
- Impacto no preço de motores de portão em condomínios
- Custo de televisores e eletrodomésticos
- Manutenção de equipamentos hospitalares
- Valor de exames médicos
- Obras de infraestrutura
Como o mercado está reagindo?
Mauro Lourenço Dias, presidente do Fiorde Group, afirmou que o aumento das tarifas impacta a capacidade de investimento das empresas, comprometendo projetos e a competitividade do Brasil. O governo, por outro lado, espera que o efeito no IPCA seja indireto e baixo, com a possibilidade de substituição de importações por produtos nacionais. O IPCA é o índice oficial de inflação do país, usado como principal referência para o acompanhamento dos preços ao consumidor.
Quais produtos tiveram tarifas elevadas?
Entre os produtos afetados estão smartphones, reatores nucleares, turbinas para embarcações e máquinas de impressão. A medida também permite pedidos de redução temporária da alíquota até 31 de março de 2026, com concessão provisória por até 120 dias.



