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Biodiesel B100 atinge 100 mil km e indica viabilidade técnica em frota da Ecovias

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Testes com biodiesel B100 em quatro caminhões da Ecovias Noroeste Paulista alcançaram 100 mil quilômetros rodados nos primeiros cinco meses de operação assistida, com disponibilidade técnica superior a 95%, segundo dados divulgados em 22 de março de 2026. O projeto é realizado em parceria entre a EcoRodovias e a Volkswagen Caminhões e Ônibus, no interior de São Paulo, como parte da avaliação do combustível 100% vegetal em condições reais de uso na frota de atendimento ao usuário de rodovias. De acordo com informações do Diário Transporte, não houve registro de intercorrências relevantes no período.

O teste começou em 2025 e envolve veículos usados em atividades como guincho e apoio operacional. A concessionária opera 600 quilômetros de rodovias no interior paulista, e o abastecimento é feito por caminhão comboio com tanque instalado na base do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU 2), no quilômetro 272 da pista norte da Rodovia Washington Luís (SP-310), em Araraquara. A SP-310 é uma das principais ligações rodoviárias do interior paulista, com relevância para o escoamento regional de cargas, o que dá ao teste um cenário real de operação. Segundo o relato original, essa estrutura permite controle de qualidade e rastreabilidade do combustível durante os testes.

O que os primeiros resultados do projeto-piloto mostram?

Na etapa inicial, as empresas monitoraram indicadores como performance, consumo, custos logísticos, qualidade do combustível e disponibilidade técnica da frota. De acordo com as companhias, os resultados obtidos até agora apontam viabilidade técnica e operacional do B100 como alternativa complementar na transição energética do transporte rodoviário.

O índice de disponibilidade acima de 95% significa, em média, que os veículos ficaram em manutenção em cerca de 5% do período, patamar classificado no texto original como positivo para o setor. A marca de 100 mil quilômetros foi alcançada com uso exclusivo de biodiesel B100 na frota operacional observada.

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Quais veículos participam da operação com biodiesel B100?

Os experimentos são feitos em quatro caminhões da Volkswagen Caminhões e Ônibus utilizados pela Ecovias Noroeste Paulista:

  • Meteor 29.530, configurado como guincho
  • Dois Delivery 11.180, também em versão guincho
  • Constellation 17.190, utilizado como caminhão-pipa

Todos os veículos são empregados pelas equipes de atendimento ao usuário da concessionária. Segundo o texto de origem, o projeto deve seguir até agosto de 2026, completando 12 meses de operação assistida.

Por que o B100 é apontado como alternativa para descarbonização?

O biodiesel B100 citado na reportagem é produzido a partir de soja. Segundo dados atribuídos à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), à Abiove e à Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o combustível pode reduzir em até 90% as emissões de CO2 na comparação com o diesel convencional. O texto também destaca que, diferentemente de soluções que exigem renovação integral da frota ou infraestrutura de recarga, o biodiesel pode ser adotado com adaptações técnicas pontuais e logística dedicada de abastecimento.

A iniciativa integra a Agenda ESG 2030 da EcoRodovias, que prevê redução de 25% até 2026 e de 42% até 2030 nas emissões diretas das operações e nas emissões associadas à energia adquirida pela empresa, conforme informado pela própria companhia no material reproduzido pela fonte.

“Alcançar 100 mil quilômetros com disponibilidade acima de 95% demonstra que é possível reduzir emissões de forma imediata, mantendo eficiência e segurança operacional. A partir disso, podemos começar a pensar em expandir a solução na própria concessionária e em outras operações do grupo”, afirma Monica Jaén, diretora de Sustentabilidade da EcoRodovias.

Do lado da montadora, o vice-presidente de Engenharia da Volkswagen Caminhões e Ônibus, Rodrigo Chaves, avaliou que os dados reunidos até o momento indicam desempenho consistente, estabilidade operacional e confiabilidade mecânica. Para as empresas envolvidas, o projeto serve como base para discutir a aplicação do B100 no transporte pesado em condições reais de operação.

“Esses resultados reforçam o potencial do B100 e contribuem para a construção de um caminho técnica e operacionalmente viável para sua aplicação no transporte pesado”, afirma Rodrigo Chaves.

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