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Bap critica recuperação judicial do Botafogo e cobra regras mais rígidas para SAF

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O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, criticou a recuperação judicial solicitada pela SAF do Botafogo durante um evento do Comitê Brasileiro de Clubes, em declarações divulgadas na quinta-feira, 23 de abril de 2026. Segundo o dirigente, o caso levanta dúvidas sobre a evolução da dívida do clube após a adoção do modelo empresarial e reforça a necessidade de regras mais rígidas para o funcionamento das SAFs no futebol brasileiro. De acordo com informações do Esporte News, as falas também foram publicadas pelo jornalista Diogo Dantas, de O Globo.

Sem citar diretamente o Botafogo em sua fala, Bap questionou o crescimento do endividamento do clube desde a criação da SAF. De acordo com a declaração reproduzida pela reportagem original, ele apontou que a dívida, antes estimada em cerca de R$ 700 milhões, teria ultrapassado o triplo desse valor, mesmo com a existência de um pedido de recuperação judicial que incluiria compromissos antigos.

O que Bap disse sobre a recuperação judicial do Botafogo?

Ao comentar o tema, o dirigente do Flamengo afirmou que o avanço da dívida e o recurso à recuperação judicial colocam em debate a efetividade do modelo de gestão adotado. A crítica central foi direcionada ao fato de obrigações antigas, segundo ele, ainda aparecerem no processo, apesar da mudança para a estrutura de clube-empresa.

“Quando a SAF foi criada, a dívida era de cerca de R$ 700 milhões. Hoje, pelo que se divulga, esse valor é mais de três vezes maior. E, mesmo assim, há um pedido de recuperação judicial que engloba compromissos antigos que deveriam ter sido resolvidos”

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A manifestação ocorreu em meio a um debate mais amplo sobre o modelo de SAF no futebol brasileiro. O tema voltou ao centro das discussões após questionamentos sobre tributação, responsabilidades dos investidores e mecanismos de controle para clubes que adotaram esse formato societário.

Bap é contra o modelo de SAF no futebol brasileiro?

Segundo a reportagem, Bap afirmou que não é contrário ao modelo de Sociedade Anônima do Futebol. A posição dele é a de que a estrutura pode ser útil para os clubes, desde que seja acompanhada de responsabilidade financeira, cumprimento das obrigações assumidas e limites regulatórios mais claros.

“A SAF é uma ferramenta importante, mas precisa de regras claras e limites. Não dá para permitir que investidores assumam clubes, não cumpram o que foi prometido e saiam sem consequências. Existem exemplos que funcionam bem, como alguns clubes que mantêm suas contas em dia”

Na avaliação do dirigente, o problema não está na existência da SAF em si, mas na forma como ela pode ser usada sem sanções suficientes em casos de descumprimento. Por isso, ele defendeu maior rigor na fiscalização e punições mais duras para situações em que compromissos assumidos por investidores não sejam honrados.

Quais pontos entraram no debate sobre SAF após a fala do dirigente?

A fala de Bap reforçou alguns dos principais pontos que têm aparecido na discussão sobre o modelo de clube-empresa no país:

  • crescimento da dívida após a adoção da SAF;
  • uso da recuperação judicial para tratar compromissos antigos;
  • necessidade de regras claras para investidores;
  • cobrança por punições em caso de descumprimento;
  • defesa de maior controle sobre o modelo no futebol brasileiro.

As declarações ocorreram em um contexto de debate institucional sobre a organização financeira dos clubes. A reportagem original destaca que o evento tratava também da tributação maior sobre clubes sem fins lucrativos em comparação com as SAFs, cenário em que o comentário do presidente do Flamengo ganhou repercussão.

Com isso, a recuperação judicial da SAF do Botafogo passou a ser usada como exemplo dentro de uma discussão mais ampla sobre governança, responsabilidade e sustentabilidade econômica no futebol. A fala do dirigente rubro-negro, embora voltada a um caso específico, se insere em um embate maior sobre os limites e as exigências do modelo empresarial no esporte nacional.

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