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Backups podem falhar sem testes de restauração, alerta especialista em dados

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Especialista em TI analisa dados em telas de computador em um escritório, simbolizando a gestão de backups seguros.
Foto: ralphrepo / flickr (by)

Fazer backups com frequência não garante, por si só, a recuperação de dados quando ela se torna necessária. O alerta foi feito por Iuri Santos, gerente de tecnologia da Kingston Brasil, ao comentar nesta terça-feira, 24 de março de 2026, os principais problemas nas estratégias de proteção de dados adotadas por empresas. Segundo ele, a falha mais recorrente está na ausência de testes de restauração, o que pode levar organizações a descobrirem arquivos corrompidos justamente no momento de maior pressão operacional. De acordo com informações do Canaltech, o tema foi discutido no episódio do dia 24 do Podcast Canaltech.

Ao tratar do problema, Santos afirmou que a rotina de cópia de segurança costuma existir, mas sem uma programação para verificar se o material pode realmente ser recuperado. Na avaliação do especialista, esse ponto compromete a efetividade da estratégia de proteção de dados, porque a empresa pode acreditar que está protegida sem confirmar se o processo foi concluído corretamente.

“A raiz do problema é a falta de teste. Você tem uma rotina de backup pré-estabelecida, mas não tem uma programação para fazer a recuperação desse backup”

Por que os backups podem falhar mesmo quando a cópia é feita?

Segundo o especialista, há diferentes causas para a falha de backups. Entre elas estão instabilidade de rede durante a cópia, danos físicos em mídias de armazenamento e situações de timeout, quando o sistema informa sucesso mesmo sem concluir o processo. Além disso, ataques cibernéticos podem atingir tanto o sistema principal quanto os próprios arquivos de backup.

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Nesse cenário, o problema pode permanecer oculto por longos períodos. Em vez de ser identificado logo após a cópia, ele só aparece quando a empresa precisa restaurar os dados. É nesse momento que se descobre que o arquivo está corrompido, incompleto ou inacessível.

“Às vezes o sistema retorna que a cópia foi feita com sucesso, mas ela foi corrompida. Se você não extrai e testa o backup antes de precisar dele, só descobre isso na hora errada”

Quais são os impactos quando a restauração não funciona?

De acordo com o texto original, as consequências podem ser operacionais e financeiras. Quando o backup mais recente falha, empresas tendem a recorrer a arquivos mais antigos, guardados em mídias de acesso mais lento e, em alguns casos, armazenados em outro local. Com isso, um processo que deveria levar minutos pode se estender por dias, com paralisação total ou funcionamento degradado do negócio.

O Canaltech cita ainda o relatório IBM Cost of a Data Breach 2025, segundo o qual o custo médio de uma violação de dados no Brasil chegou a R$ 7,19 milhões, alta de 6,5% em relação ao ano anterior. Embora o levantamento trate de violações de dados, a referência ajuda a dimensionar o impacto financeiro que falhas de proteção e recuperação podem causar nas operações.

O que o especialista recomenda para reduzir o risco?

A principal recomendação apresentada por Santos é que o backup não seja apenas armazenado, mas também testado regularmente. Para ele, um backup externo e validado funciona como defesa importante para evitar negociações com criminosos em casos de ataque cibernético, como os de ransomware, já que permite restaurar o sistema sem depender do pagamento de resgate.

“Se você tem esse backup protegido e já praticou o tempo de recuperação, você simplesmente restaura o sistema e elimina a necessidade de pagar o resgate”

Além disso, a orientação mínima, segundo o especialista, é manter pelo menos duas cópias em locais diferentes, além da nuvem. No entendimento dele, o armazenamento em nuvem deve ser tratado como uma das cópias, e não como a única camada de proteção, já que senhas comprometidas ou invasões à conta podem torná-lo vulnerável.

  • Testar periodicamente a restauração dos arquivos
  • Manter pelo menos duas cópias em locais diferentes
  • Considerar a nuvem como uma das cópias, não a única
  • Verificar se houve corrupção ou falha no processo de gravação
  • Preparar o tempo de recuperação antes de uma emergência real

Em resumo, a avaliação do especialista aponta que a segurança de dados não depende apenas da existência de backups, mas da capacidade comprovada de restaurá-los quando necessário. Sem essa verificação prática, a rotina de cópia pode criar uma falsa sensação de proteção.

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