Emanuel Alves, um pescador de 64 anos, expressou preocupação sobre a nova Rede de Áreas Marinhas Protegidas dos Açores, implementada em 1º de janeiro. De acordo com informações do Mongabay, a rede protege 30% das águas açorianas, abrangendo 287 mil quilômetros quadrados.
Qual foi a decisão do Parlamento dos Açores?
Em 15 de janeiro, o Parlamento dos Açores votou para manter a proibição de pesca nas áreas totalmente protegidas da rede, que constituem metade do vasto sistema. Esta decisão foi vista como crucial para evitar danos à região, conforme afirmou
Luís Bernardo Brito e Abreu, coordenador da Blue Azores: “O critério para uma área de proteção total é, de fato, proteção total; não pode haver atividade extrativa.”
Quais são as implicações econômicas para os pescadores?
Apesar do apoio à decisão, a Federação das Pescas dos Açores expressou desapontamento, destacando que os 10 milhões de euros alocados pelo governo português para compensar os pescadores são insuficientes, considerando que o setor gera 42 milhões de euros anualmente.
Jorge Gonçalves, presidente da FPA, afirmou que “o acordo tem a ver com política e não com a defesa dos recursos.”
Quais são os próximos desafios para a rede MPA dos Açores?
A associação ambiental portuguesa ZERO considerou a decisão do Parlamento dos Açores como “histórica”. No entanto, o próximo desafio será a fiscalização e monitoramento das áreas protegidas. Brito e Abreu mencionou que investimentos recentes do governo português em defesa podem ajudar nesse monitoramento, possivelmente através de soluções de vigilância por satélite, drones ou radar.