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Artemis 2: por que os trajes laranja dos astronautas priorizam a segurança

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The iconic NASA Vehicle Assembly Building at Kennedy Space Center in bright daylight.
The iconic NASA Vehicle Assembly Building at Kennedy Space Center in bright daylight. Foto: Lando Dong — Pexels License (livre para uso)

Os astronautas da Artemis 2, missão da NASA prevista para levar uma tripulação ao redor da Lua e marcar o retorno de um voo tripulado ao entorno lunar pela primeira vez desde 1972, usarão trajes na cor International Orange ao embarcar no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, e também no retorno da missão, previsto para cerca de dez dias depois. A escolha envolve visibilidade, resgate e segurança operacional, além de uma tradição histórica associada a operações aéreas, marítimas e espaciais. De acordo com informações do Olhar Digital, publicadas em 31 de março de 2026, a cor foi adotada justamente por se destacar contra o azul do céu e do oceano.

A tripulação será formada por Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen. Segundo o texto original, os trajes laranja não foram concebidos apenas para chamar atenção visualmente, mas para funcionar como sistemas compactos de suporte à vida, capazes de manter os astronautas vivos por até 144 horas, se necessário. O desenho também incorpora elementos voltados à mobilidade e ao uso em situações de emergência. Para o Brasil, o programa Artemis também tem relevância diplomática e científica: o país é signatário dos Artemis Accords, conjunto de princípios liderado pelos Estados Unidos para cooperação na exploração espacial civil.

Por que a NASA escolheu a cor laranja para a Artemis 2?

O tom utilizado é oficialmente classificado como AMS Standard 595 cor FS 12197 e descrito como um laranja avermelhado vívido. A principal razão para essa escolha é a alta visibilidade. Em cenários de pouso de emergência ou resgate no mar, a cor facilita a localização rápida dos astronautas por equipes de busca.

O artigo destaca que o design dos trajes inclui faixas refletivas em azul-claro formando um “V” no torso e contornando braços e coxas. Esses detalhes não são apenas visuais: indicam pontos externos que podem ser usados por equipes de resgate para agarrar os astronautas. Compartimentos azuis também armazenam itens como coletes salva-vidas e cilindros de oxigênio de reserva.

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“A cor laranja é a combinação do vermelho e do amarelo, duas cores altamente energéticas e visíveis. É percebida como a cor da urgência, que exige ser vista”, explicou Leatrice Eiseman, diretora executiva do Pantone Color Institute.

Como esses trajes funcionam na prática?

Além da cor, os trajes da Artemis 2 foram produzidos sob medida para cada integrante da missão. O objetivo é reunir proteção, mobilidade e recursos de sobrevivência em uma única peça. No texto de origem, eles são descritos como sistemas de suporte à vida em miniatura, preparados para situações críticas durante lançamento, reentrada ou eventual resgate.

Entre os pontos destacados no desenho dos uniformes, estão:

  • alta visibilidade em céu e oceano;
  • faixas refletivas para facilitar a identificação do corpo e das articulações;
  • pontos externos de apoio para resgate;
  • armazenamento de equipamentos de emergência;
  • capacidade de suporte à vida por até 144 horas.

Embora o noticiário recente também tenha voltado atenção para os trajes brancos de caminhadas espaciais desenvolvidos pela Prada em parceria com a Axiom Space, o foco da Artemis 2 está nos trajes laranja usados em fases como lançamento e retorno. O texto compara ainda o visual do uniforme a propostas de outras empresas espaciais, mas ressalta que, neste caso, a função prática prevalece sobre a aparência. Em termos mais amplos, a missão integra o esforço de retomada da exploração lunar tripulada, área que mobiliza cooperação internacional e pode influenciar futuras parcerias em pesquisa, tecnologia e operação espacial.

Qual é a origem histórica do International Orange?

O uso do International Orange não começou na exploração espacial. O artigo informa que a cor já era conhecida na indústria marítima e ganhou notoriedade na década de 1930, quando o arquiteto Irving Morrow a escolheu para a Ponte Golden Gate, com o objetivo de aumentar a visibilidade da estrutura.

Em 1947, a Marinha dos Estados Unidos passou a usar o tom em fuselagens de aviões. No mesmo ano, Chuck Yeager quebrou a barreira do som com o avião-foguete Bell X-1, também pintado nessa cor. Já na década de 1970, a Força Aérea adotou o laranja em trajes pressurizados de alta altitude para facilitar operações de resgate no mar.

No caso da NASA, a adoção do laranja veio após o desastre do ônibus espacial Challenger, em 1986. Até então, os trajes usados em lançamento e reentrada eram brancos. A partir de 1988, a agência passou a empregar modelos laranja devido à maior eficácia em cenários de busca e resgate. Esses uniformes ficaram conhecidos como “pumpkin suits”, ou “trajes de abóbora”, por causa do formato mais volumoso.

Os modelos atuais, porém, diferem bastante das versões antigas. Segundo o texto, eles são mais ajustados ao corpo e têm aparência mais tecnológica, sem abandonar a característica central que justificou sua adoção: a visibilidade extrema em situações críticas. Assim, o laranja da Artemis 2 funciona menos como escolha estética e mais como ferramenta de segurança em uma missão que pretende inaugurar uma nova etapa da exploração lunar tripulada.

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