Na tarde desta segunda-feira, 20 de abril de 2026, agentes do Grupamento Fluvial de Segurança Pública (GFlu), em conjunto com a Vigilância Sanitária e a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), realizaram a apreensão de mais de 215 litros de açaí processado. A ação ocorreu durante uma fiscalização de rotina na Base Integrada Fluvial Candiru, situada no município de Óbidos, na região oeste do estado do Pará.
De acordo com informações da Agência Pará, a carga foi interceptada em um ponto estratégico de controle no Rio Amazonas. Os órgãos responsáveis informaram que o produto não possuía a comprovação de origem necessária dentro do prazo legal exigido para o transporte e comercialização de gêneros alimentícios processados na região.
Quais órgãos participaram da operação na Base Fluvial Candiru?
A operação foi fruto de um trabalho integrado que envolveu múltiplas frentes do governo estadual. Além dos policiais e agentes do Grupamento Fluvial, a equipe da Adepará atuou na verificação técnica da carga vegetal, enquanto a Vigilância Sanitária procedeu com a análise das condições de segurança alimentar do produto apreendido. Essa cooperação é fundamental para manter o rigor nas rotas fluviais do estado.
Após a constatação da irregularidade e a ausência de notas fiscais ou certificados de procedência, toda a carga de açaí foi descartada. O procedimento de descarte foi realizado em um local devidamente regulamentado pela Vigilância Sanitária, seguindo os protocolos ambientais e de saúde para evitar qualquer tipo de contaminação ou aproveitamento indevido do material descartado.
Por que a carga de açaí foi apreendida e descartada?
A apreensão baseou-se na falta de documentação que atestasse a origem do açaí, o que impossibilita a garantia de que o processamento seguiu as normas de higiene e segurança alimentar vigentes. Sem o selo de inspeção ou comprovação de origem, o produto é considerado um risco potencial à saúde pública, uma vez que não se pode rastrear as condições de colheita e manipulação do fruto até a fase de polpa.
As atividades de fiscalização na Base Integrada Fluvial Candiru são consideradas essenciais para o controle do fluxo de mercadorias no oeste paraense. O trabalho consiste na verificação constante de:
- Cargas de produtos de origem animal e vegetal;
- Documentação de embarcações que trafegam pelo Rio Amazonas;
- Identificação de passageiros em viagens intermunicipais e interestaduais;
- Combate ao tráfico de drogas e contrabando de produtos ilegais.
Qual a importância estratégica da fiscalização no Rio Amazonas?
A localização da Base Candiru em Óbidos permite um monitoramento eficaz de uma das principais artérias fluviais da Amazônia. O controle rigoroso visa não apenas a segurança pública em termos de criminalidade, mas também a proteção da economia local e do consumidor. Produtos que circulam sem registro tributário e sanitário criam uma concorrência desleal com os produtores que operam dentro da legalidade.
O titular da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), Ed-Lin Anselmo, ressaltou que essas intervenções são contínuas e visam assegurar o bem-estar social. A fiscalização firme impede que alimentos potencialmente perigosos cheguem à mesa da população, mantendo a integridade das cadeias produtivas paraenses.
Produtos sem origem comprovada representam riscos reais ao consumidor, e também prejudicam quem trabalha de forma regular. Por isso, atuamos de forma firme para impedir esse tipo de circulação.
A Segup reforça que as equipes de segurança e fiscalização agropecuária permanecem em alerta na região, intensificando as abordagens a embarcações suspeitas. O objetivo é consolidar a Base Candiru como uma barreira eficiente contra irregularidades sanitárias e crimes transfronteiriços na malha fluvial do Pará.