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Anatel rejeita recursos da Telcomp e mantém leilão da faixa de 700 MHz

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A Anatel rejeitou dois recursos apresentados pela Telcomp para suspender o leilão da faixa de 700 MHz, segundo decisões publicadas nesta quinta-feira, 16 de abril de 2026. O caso trata da disputa sobre as regras da primeira rodada do certame, que priorizam operadoras regionais já detentoras de radiofrequência em 3,5 GHz. De acordo com informações do Convergência Digital, a agência reguladora entendeu que o modelo adotado segue diretrizes de política pública e não impõe restrição indevida à competitividade.

Nos acórdãos, a agência sustenta que as críticas da associação já haviam sido analisadas durante a fase de impugnações ao edital, tanto pela Comissão Especial de Licitação quanto pelo Conselho Diretor. A avaliação da Anatel é que a modelagem do leilão foi desenhada para assegurar complementaridade entre as faixas de 700 MHz e 3,5 GHz, com o objetivo de estimular a atuação de operadoras regionais e buscar equilíbrio competitivo.

Por que a Telcomp contestou o edital do leilão?

O ponto central da contestação da Telcomp é a estrutura da primeira rodada da disputa. Segundo a associação, os critérios de priorização favorecem prestadoras regionais que já possuem espectro na faixa de 3,5 GHz, o que criaria uma espécie de reserva de mercado e limitaria a entrada de novos competidores.

A Anatel, porém, faz distinção entre priorização regulatória e restrição à concorrência. De acordo com a agência, a diretriz não seria arbitrária, mas resultado de um processo que incluiu consulta pública e observou orientação do Ministério das Comunicações, por meio da Portaria nº 18.902/2025.

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Como a Anatel respondeu aos recursos apresentados?

A área técnica da agência também rejeitou a admissibilidade dos recursos apresentados pela Telcomp. Segundo a decisão, a fase pré-classificatória da licitação não prevê recursos formais. Por esse motivo, os pedidos foram recebidos apenas como direito de petição.

No mérito, a Anatel considerou improcedente a alegação de prejuízo. Conforme o entendimento exposto nos acórdãos, o Esclarecimento nº 80 apenas operacionaliza uma decisão anterior do Conselho Diretor, o Acórdão nº 86, de 30 de março de 2026, considerado válido pela própria agência.

O que muda para o leilão da faixa de 700 MHz?

Na prática, o leilão segue sem alterações. Ainda conforme os acórdãos, o edital foi estruturado com uma dinâmica progressiva de rodadas. A primeira etapa prioriza operadoras regionais já estabelecidas, enquanto as fases seguintes ampliam gradualmente o universo de participantes, permitindo a entrada de outros interessados ao longo do certame.

Na quarta-feira, 15 de abril, a Anatel recebeu propostas de oito operadoras para a disputa. Estão em oferta cinco blocos regionais de 10+10 MHz, nas faixas de 708 MHz a 718 MHz e de 763 MHz a 773 MHz.

  • Operadoras com propostas apresentadas: Consórcio Amazônia, Brisanet, Claro, iez, MHNet, Telefônica (Vivo), TIM e Unifique
  • Blocos ofertados: cinco blocos regionais de 10+10 MHz
  • Faixas incluídas: de 708 MHz a 718 MHz e de 763 MHz a 773 MHz
  • Data da sessão de lances: 30 de abril
  • Estimativa do governo para compromissos adicionais de cobertura: R$ 2 bilhões
  • Prazo para cumprimento dos compromissos: até cinco anos

Com a rejeição dos pedidos da Telcomp, fica mantido o cronograma já definido pela agência. Os lances serão conhecidos na sessão marcada para 30 de abril, em um processo que, segundo a Anatel, está alinhado à política pública para ampliação de cobertura e fortalecimento de prestadoras regionais.

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