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Alimentação e hidratação adequadas potencializam o desempenho físico em climas quentes

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A **Policlínica Metropolitana**, unidade de saúde mantida pelo **Governo do Pará** em Belém, emitiu um alerta sobre como a alimentação e a hidratação corretas são fundamentais para elevar o rendimento físico e prevenir a fadiga. Em regiões marcadas pelo calor intenso e alta umidade, o ajuste da dieta torna-se uma estratégia indispensável para quem pratica atividades em academias, parques ou vias públicas, garantindo que o organismo suporte o desgaste biológico.

De acordo com informações da Agência Pará, o acompanhamento nutricional na unidade integra um esforço multidisciplinar de diagnóstico e cuidado no **Sistema Único de Saúde (SUS)**. A nutricionista **Alessandra Macedo** ressalta que o preparo para o exercício físico não ocorre apenas no momento da prática, mas deve ser planejado com antecedência para assegurar os estoques de energia necessários ao corpo.

Como deve ser feita a alimentação pré-treino para evitar a fadiga?

O preparo do organismo deve começar significativamente antes do início do esforço físico. Segundo a especialista, o ideal é realizar uma refeição de pré-treino em um intervalo de 40 a 90 minutos antes da atividade. Esse período é crucial para garantir a reserva de glicogênio muscular, que atua como o principal combustível durante o exercício. A ausência dessa reserva é uma das causas primordiais da depleção energética e da sensação de cansaço extremo.

A escolha do que consumir depende diretamente do tempo disponível. Alessandra sugere que, para intervalos mais curtos, o foco deve ser em alimentos de rápida absorção, enquanto períodos mais longos permitem refeições completas. Veja algumas recomendações:

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  • Entre 40 e 50 minutos antes: frutas frescas, sucos naturais ou iogurte acompanhado de frutas.
  • Entre uma e duas horas antes: refeição reforçada contendo carboidratos, proteínas e gorduras de boa qualidade.

Qual é a importância da hidratação durante a atividade física?

Durante a execução dos exercícios, a prioridade máxima deve ser a reposição de líquidos. Na maioria dos casos de intensidade baixa ou moderada, a ingestão de alimentos sólidos ou suplementos de carboidratos é desnecessária. A especialista esclarece que a suplementação intra-treino é restrita a casos específicos de alto rendimento ou longa duração.

Somente atletas profissionais ou praticantes de atividades com duração acima de 90 minutos, em alta intensidade, devem consumir carboidratos durante o exercício. Na prática comum apenas a hidratação é suficiente.

A negligência com a água em climas tropicais pode levar à desidratação severa, comprometendo não apenas a performance, mas a segurança do praticante. O suor excessivo em cidades como Belém exige que o indivíduo beba água em intervalos regulares, mesmo sem sentir sede imediata, para manter a homeostase térmica do corpo.

Quais são os cuidados necessários no pós-treino e no clima quente?

A fase de recuperação é tão importante quanto o treino em si. O organismo inicia o processo de reparação tecidual e reposição de energia logo após o encerramento da atividade. A orientação é que a alimentação ocorra o mais rápido possível, preferencialmente nos primeiros 40 minutos. Embora a janela de oportunidade para uma refeição reforçada se estenda por até duas horas, a agilidade no consumo de proteínas e carboidratos acelera a regeneração muscular.

No cenário climático do Pará, a adaptação do cardápio é uma necessidade prática. Erros comuns, como o jejum antes ou depois dos treinos, são potencializados pelo calor. A nutricionista recomenda priorizar alimentos que auxiliem na regulação térmica e facilitem a digestão. A lista de itens sugeridos inclui:

  • Frutas ricas em água como melão, abacaxi e laranja.
  • Vegetais frescos como pepino, alface e tomate.
  • Refeições leves e frias para evitar o desconforto gástrico.

Por fim, a **Policlínica Metropolitana** destaca que o planejamento alimentar deve respeitar os objetivos individuais de cada cidadão. Enquanto a perda de peso exige um déficit calórico com alto aporte de fibras, o ganho de massa muscular demanda um superávit calórico focado em proteínas e carboidratos complexos. A unidade reforça que o acesso ao atendimento nutricional especializado é realizado via Regulação Estadual, mediante agendamento prévio e apresentação de documentos básicos e cartão do SUS.

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