A África Central enfrenta uma vulnerabilidade significativa aos impactos do clima extremo e das mudanças climáticas, exigindo maior coordenação, melhores previsões e alertas antecipados, além de engajamento político. De acordo com informações da WMO, essa foi uma das principais mensagens do workshop realizado em Ndjamena, Chade, entre 10 e 12 de fevereiro.
Qual foi o objetivo do workshop?
O evento, co-organizado pela WMO, UNDRR e ECCAS, buscou fortalecer a colaboração entre as partes interessadas em alertas antecipados em todas as nações da África Central.
“Não podemos nos dar ao luxo de não trabalhar juntos”,
afirmou a Secretária-Geral da WMO, Celeste Saulo, destacando a importância de evitar esforços sobrepostos e aproveitar as oportunidades da ciência.
Quais são os desafios enfrentados pela região?
Na região, países como o Chade e a República Democrática do Congo concordaram em implementar roteiros nacionais de alertas antecipados para melhorar a coordenação e garantir que os avisos cheguem a todos.
“Podemos fornecer a melhor previsão possível, mas se não agirmos com base nela, é inútil”,
disse Celeste Saulo.
- Chade enfrenta aumento de riscos hidrometeorológicos, como inundações e secas.
- Esses riscos afetam a produção agrícola, saúde, segurança alimentar e hídrica, transporte e energia.
Quais são as oportunidades para a África Central?
Apesar dos desafios, existem soluções lideradas por africanos que combinam tecnologia moderna e conhecimento indígena. A WMO tem apoiado os Serviços Meteorológicos e Hidrológicos Nacionais da África a acessar e otimizar o uso de financiamento multilateral, como demonstrado em projetos no Burkina Faso e no Chade.