Em janeiro de 2023, um consumidor adquiriu uma TV 4K de 55 polegadas de uma multinacional europeia, mas logo enfrentou problemas técnicos. De acordo com informações do Mobile Time, a TV começou a apresentar falhas, como reinicializações e travamentos, culminando em uma linha amarela permanente na tela após dois anos de uso.
Como a IA ajudou no processo jurídico?
O consumidor recorreu à inteligência artificial para investigar se o problema era comum. A IA revelou mais de 50 casos semelhantes, caracterizando um “vício oculto”. O Código de Defesa do Consumidor prevê que fabricantes são responsáveis por tais defeitos, mesmo após a garantia, desde que reclamados em até 90 dias após sua evidência.
Com o auxílio da IA, o consumidor registrou a reclamação no PROCON-SP. A resposta da empresa foi insatisfatória, indicando uma assistência técnica inexistente. O PROCON emitiu um parecer favorável ao consumidor, recomendando o Juizado Especial Cível.
Quais os desafios enfrentados no Juizado?
No Juizado, a IA ajudou a estruturar a petição, mas a empresa ofereceu uma solução vaga, sem acordo. Durante o processo, o consumidor foi alvo de um golpe sofisticado, mostrando que a tecnologia pode ser usada tanto para o bem quanto para o mal.
O uso da IA no campo jurídico está em expansão, com iniciativas sérias explorando seu potencial para ampliar o acesso à orientação jurídica. A IA não substitui advogados, mas ajuda a organizar informações e reduzir a distância entre o problema e a solução.
“Talvez uma das utilidades públicas mais concretas da IA generativa seja transformar consumidores irritados em autores compreensíveis.”
A linha amarela na TV tornou-se um símbolo de uma era de obsolescência acelerada e de consumidores comuns ganhando um aliado improvável na navegação do sistema jurídico.
Fonte original: Mobile Time