Um esforço conjunto para ampliar a proteção ambiental no Banco dos Abrolhos está em andamento, envolvendo ambientalistas, o ICMBio e lideranças locais. A proposta, em construção desde abril de 2026 no sul da Bahia, visa proteger espécies ameaçadas e sustentar a pesca artesanal. De acordo com informações da Folha Ambiente, a região abriga recifes como o Millepora alcicornis, que sofrem com a pesca predatória e mudanças climáticas.
Entre as áreas de interesse está o Parcel das Paredes, conhecido pelos seus recifes e corais raros, e encontrando-se entre o Parque Nacional Marinho de Abrolhos e a Resex do Cassurubá. Colônias de coral-de-fogo foram avistadas, sugerindo uma resiliência natural.
Como a proposta pretende beneficiar a comunidade local?
A proposta envolve a ampliação das áreas protegidas para incluir ecossistemas profundos e o Parcel das Paredes na Resex Cassurubá, permitindo o uso sustentável dos recursos pelas comunidades locais. Joelma Pinheiro da Silva, líder comunitária, destacou a importância de Abrolhos como uma região de reprodução para peixes, essencial para a pesca artesanal local.
Outro ponto crítico é a pressão de pesca por embarcações de fora do ambiente protegido. O ICMBio, através do analista Kleber Oliveira, aponta um declínio do estoque pesqueiro na área e vê a ampliação como vital para a sustentabilidade.
Qual o impacto econômico e ambiental esperado?
Os benefícios potenciais incluem a preservação de habitats variados, essenciais para a biodiversidade, enquanto se sustentam 29 mil empregos diretos gerando R$ 536 milhões em renda, conforme estudo do WWF-Brasil. Contudo, desafios incluem a mineração e exploração de petróleo.
Para Guilherme Dutra, do coletivo Abrolhos Para Sempre, equilibrar a proteção dos diferentes habitats é crucial. O estudo aponta que apenas parte dos ecossistemas está atualmente bem representada.
A liderança de Marina Corrêa, do WWF-Brasil, reitera a necessidade urgente de discussões sobre o equilíbrio entre proteção ambiental e os interesses locais e econômicos.