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Funcionários da USP encerram greve após acordo com a reitoria em São Paulo

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Os servidores técnicos e administrativos da USP encerraram a greve iniciada em 14 de abril após um acordo entre a reitoria da Universidade de São Paulo e o Sintusp, segundo informação publicada neste sábado, 25 de abril de 2026. A paralisação ocorreu em São Paulo e teve como principal motivo a reivindicação de isonomia em relação às gratificações concedidas aos docentes, além do abono de horas não trabalhadas em períodos de “pontes” de feriados e no recesso de fim de ano. De acordo com informações da Revista Fórum, o texto tem autoria de Guilherme Jeronymo, da Agência Brasil.

A categoria estava parada havia dez dias. Durante esse período, os trabalhadores cobravam da universidade a equiparação dos recursos destinados às gratificações em relação ao que foi concedido aos docentes. Após a negociação, a USP informou que fará a equalização desse recurso entre as duas categorias. Ainda assim, o pagamento das gratificações depende do envio de uma proposta estruturada aos órgãos técnicos da universidade, e não há, até o momento, previsão para o início dos pagamentos.

O que prevê o acordo entre servidores e reitoria?

Além da questão das gratificações, o acordo firmado inclui o compromisso de formalizar o abono das horas não trabalhadas em períodos específicos do calendário, como as chamadas “pontes” de feriados e o recesso de fim de ano. Esse era outro ponto da pauta apresentada pelos servidores técnicos e administrativos durante a paralisação.

As discussões também avançaram em relação aos trabalhadores terceirizados. Segundo o relato publicado, houve compromisso de buscar soluções para assegurar condições de deslocamento semelhantes às oferecidas aos servidores da USP, incluindo a gratuidade no transporte dentro do campus. O tema passou a integrar o entendimento construído nas negociações que levaram ao fim da greve dos funcionários.

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  • Isonomia nos recursos destinados a gratificações
  • Formalização do abono de horas em “pontes” e recesso
  • Busca de soluções para trabalhadores terceirizados
  • Possibilidade de gratuidade no transporte interno do campus

Por que a greve dos estudantes continua?

Enquanto os servidores decidiram encerrar a paralisação, os estudantes da USP mantêm a greve iniciada em 16 de abril. De acordo com a publicação, o movimento estudantil protesta contra cortes no programa de bolsas, falta de vagas de moradia estudantil e problemas no fornecimento de água.

Após reunião com a reitoria, foi marcada uma mesa de negociação para a próxima terça-feira, 28 de abril. A USP também revogou uma portaria que interferia nos espaços cedidos aos centros acadêmicos, ao impedir comércio ou sublocação nesses locais. Segundo o texto original, essa medida havia se tornado um dos principais fatores de mobilização entre os estudantes neste momento.

O que ainda depende de definição na USP?

Apesar do encerramento da greve dos servidores técnicos e administrativos, parte dos compromissos anunciados ainda depende de trâmites internos da universidade. É o caso do pagamento das gratificações, que só poderá avançar após a apresentação de proposta estruturada aos órgãos técnicos responsáveis. Por isso, ainda não existe uma data definida para a implementação dessa etapa.

No caso dos estudantes, as reivindicações seguem em discussão e devem ser tratadas na rodada de negociação prevista para 28 de abril. Assim, a USP permanece com frentes de diálogo abertas em torno de demandas distintas, envolvendo servidores, terceirizados e estudantes.

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