O setor de eletrônicos no Brasil pode enfrentar um aumento significativo nos preços de produtos como celulares, TVs e notebooks nos próximos meses. Este impacto é causado pelo aumento dos custos de produção, conforme informações da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica). Segundo a entidade, o cenário atual é ainda mais crítico que durante a pandemia.
A Abinee informou que 47% das empresas do setor já registram aumento nos custos de componentes e matérias-primas. O aumento nos preços de memória, que teve reajustes significativos desde o fim de 2024, está entre as causas principais, e o impacto pode resultar em um aumento de até 30% nos produtos finais.
Quais são as causas do aumento dos preços?
De acordo com a Abinee, uma das causas principais para essa situação é o crescimento dos data centers utilizados em inteligência artificial, que exigem muitos componentes. Humberto Barbato, presidente da Abinee, declarou que o atual aumento nos preços é mais grave do que na pandemia, quando o transporte era o principal problema. Além disso, os fabricantes de semicondutores não conseguem aumentar a produção rapidamente devido à complexidade e ao custo elevado da fabricação.
O que outros materiais estão afetando os custos?
Muitos materiais fundamentais para a produção de eletrônicos, como cobre, alumínio, ouro e prata, tiveram aumentos de preço recentemente. Em março, o cobre aumentou 16,8% em comparação com o ano anterior, enquanto o alumínio subiu 15,3%. Além disso, o plástico, dependente do petróleo, também ficou mais caro devido a conflitos internacionais recentes.
Esses aumentos não se limitam a componentes específicos. O aumento nos custos de combustível também encarece o transporte dos produtos, o que soma-se ao custo final para o consumidor.
Que impactos isso pode ter na economia?
Com os preços de produção mais altos, as empresas podem repassar os custos ao consumidor, o que pode diminuir as vendas e impactar negativamente a economia. Para a Abinee, este cenário de aumento de preços é apenas o início de um problema maior que pode persistir pelos próximos anos e influenciar negativamente o PIB.