A Palantir Technologies publicou em 18 de abril de 2026 um resumo em 22 pontos de A República Tecnológica, livro atribuído ao diretor-executivo Alexander Karp, com defesa do papel das empresas de tecnologia na segurança nacional dos Estados Unidos e do uso militar da inteligência artificial. O texto foi apresentado pela empresa como uma versão breve da obra e, segundo o artigo original, ocorre em meio a críticas sobre a atuação da companhia com órgãos de imigração dos EUA e sobre o fornecimento de tecnologia a Israel. De acordo com informações do Diario do Centro do Mundo, a publicação reacendeu questionamentos sobre vigilância, militarização e automação em operações de guerra.
O artigo afirma que o texto foi redigido por Karp e por Nicholas Zamiska, chefe de assuntos corporativos da empresa, e descreve o conteúdo como uma defesa aberta da militarização da tecnologia e do endurecimento estatal. Na leitura feita pela fonte, o documento também ataca ideias ligadas à inclusão, ao pluralismo e a valores democráticos.
O que a publicação da Palantir defende?
Segundo o texto reproduzido pela reportagem, a Palantir sustenta que o Vale do Silício tem uma “dívida moral” com os Estados Unidos e que a elite de engenharia deve participar da defesa nacional. A empresa também argumenta que serviços civis, como e-mail gratuito, não seriam suficientes como contribuição das big techs, apontando para uma aproximação mais direta entre setor tecnológico, defesa e segurança.
Entre as passagens citadas, a empresa afirma:
“A questão não é se armas de inteligência artificial serão construídas, mas quem as construirá e para qual finalidade.”
Em outro trecho destacado pela reportagem, o texto diz:
“Nossos adversários não vão parar para debates teatrais.”
A reportagem também menciona uma formulação segundo a qual a “era atômica” estaria terminando e uma nova era de dissuasão baseada em inteligência artificial estaria começando. Para a fonte, esse tipo de argumento normaliza a automação da guerra e a expansão de sistemas militares apoiados por IA.
Quais são as críticas citadas à atuação da empresa?
O artigo relata que a Palantir tem sido alvo de críticas por sua atuação junto ao Immigration and Customs Enforcement, órgão de imigração dos Estados Unidos, com fornecimento de ferramentas usadas na política de deportações durante o governo Donald Trump. Ainda de acordo com a publicação, parlamentares democratas enviaram carta ao órgão e ao Department of Homeland Security pedindo explicações sobre o uso dessas tecnologias de vigilância.
No plano internacional, a reportagem afirma que a empresa forneceu a Israel tecnologia de policiamento preditivo automatizado e infraestrutura para desenvolvimento e implementação acelerada de softwares militares. O texto também diz que a plataforma de inteligência artificial da companhia permite integrar dados do campo de batalha em tempo real para apoiar decisões automatizadas em operações militares.
- Publicação de resumo em 22 pontos do livro de Alexander Karp
- Defesa de maior participação das big techs na defesa dos EUA
- Críticas sobre contratos com órgãos de imigração americanos
- Questionamentos sobre uso de tecnologia militar e de vigilância
Como a reportagem interpreta o conteúdo político do documento?
Segundo a fonte, o texto da Palantir não se limita a discutir tecnologia. A reportagem afirma que o documento revisita temas históricos para defender rearmamento e critica o que chama de “pluralismo vazio”, além de sustentar que nem todas as culturas seriam equivalentes. Na interpretação apresentada pelo artigo, essa posição representa rejeição a princípios de igualdade cultural e social.
O texto original também relaciona o conteúdo do manifesto ao modelo de negócios da empresa, que atua com software operacional para defesa, inteligência, imigração e polícia. Nessa leitura, a publicação não seria abstrata, mas a expressão pública de uma visão política associada a vigilância em massa, repressão migratória e militarização da inteligência artificial.
A reportagem cita ainda a menção a Elon Musk no documento, em um contexto de crítica cultural e de defesa de grandes narrativas para o setor tecnológico. Com isso, o artigo conclui que a mensagem central do texto publicado pela empresa é a de que a corrida tecnológica aplicada a armas e segurança deve avançar, mesmo diante de debates éticos e políticos sobre seus limites.