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Lula diz em Barcelona que extremismo segue ativo e cita cenário eleitoral no Brasil

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado, 18 de abril de 2026, em Barcelona, na Espanha, que o extremismo segue ativo no Brasil mesmo após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, citado no texto original como condenado por tentativa de golpe de Estado. Durante discurso no 4º Encontro em Defesa da Democracia, Lula declarou que esse campo político foi derrotado recentemente, mas voltou a alertar para sua permanência no cenário eleitoral brasileiro. De acordo com informações do DCM, a fala ocorreu em meio a discussões sobre democracia, avanço da extrema direita e funcionamento das instituições internacionais.

No evento, Lula relacionou a situação brasileira a um contexto global de pressões sobre regimes democráticos e de enfraquecimento de organismos multilaterais. Segundo o texto de origem, o presidente não citou nominalmente o senador Flávio Bolsonaro, mas fez referência ao fato de que o extremismo, em sua avaliação, voltará a disputar a eleição de outubro. A manifestação ocorreu diante de outros chefes de Estado e ao lado do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez.

O que Lula disse sobre o extremismo no Brasil?

No trecho reproduzido pela reportagem original, Lula afirmou que o Brasil derrotou recentemente esse projeto político, mas ressaltou que ele não teria sido encerrado. A declaração foi feita durante um discurso público no fórum internacional voltado à defesa da democracia, iniciativa lançada em 2024 por Brasil e Espanha.

“E posso dizer para vocês, companheiros, no meu Brasil nós acabamos de derrotar o extremismo. Nós temos um ex-presidente preso, condenado a 27 anos de cadeia. Nós temos quatro generais de quatro estrelas presos porque tentaram dar um golpe. Mas o extremismo não acabou. Ele continua vivo e vai disputar a eleição outra vez”.

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A fala foi inserida, de acordo com o relato publicado pela fonte, em um cenário de incerteza na corrida presidencial. O texto também menciona pesquisas que apontariam disputa apertada entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro.

Como o presidente relacionou o tema brasileiro ao cenário internacional?

Ao longo do discurso, Lula ampliou a análise para além do caso brasileiro e afirmou que há um avanço global da extrema direita, além de ameaças à soberania dos países. O presidente também voltou a criticar o funcionamento da Organização das Nações Unidas e, em especial, o papel desempenhado pelo Conselho de Segurança.

“Porque esse tema [democracia] que nós estamos discutindo aqui poderia estar sendo discutido nas Nações Unidas. E por que não está discutido nas Nações Unidas? Porque hoje as Nações Unidas não representam aquilo para o qual ela foi criada”.

Na sequência, Lula atribuiu aos membros permanentes do Conselho de Segurança uma mudança de postura em relação ao objetivo original do órgão.

“Os cinco membros do Conselho de Segurança, os membros permanentes, que quando se criou o Conselho de Segurança era para garantir a paz no mundo após a Segunda Guerra Mundial, viraram os senhores da guerra”.

Quais críticas Lula fez à ONU e às grandes potências?

Segundo a reportagem, o presidente afirmou que a ONU perdeu capacidade de responder aos principais conflitos internacionais. No mesmo discurso, ele citou a questão palestina para sustentar sua crítica ao atual funcionamento da entidade.

“A ONU que teve força para criar o Estado de Israel, ela não tem força sequer para manter o Estado Palestino. Aliás, não tem força para manter as terras que foram marcadas na própria ONU”.

Lula também criticou ameaças internacionais feitas por líderes mundiais, sem citar Donald Trump nominalmente, conforme descrito no texto original. O presidente defendeu que nenhum chefe de Estado, independentemente do peso de seu país, deveria impor regras aos demais.

“Nós não podemos levantar todo dia de manhã e dormir todo dia à noite com o tuíte de um presidente da República ameaçando o mundo, fazendo guerra”.

“Nenhum presidente de nenhum país do mundo, por maior que seja, tem o direito de ficar impondo regras a outros países. Nenhum. E os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU devem se reunir para mudar o seu comportamento”.

Em síntese, a participação de Lula no encontro em Barcelona reuniu dois eixos centrais descritos pela fonte: a leitura de que o extremismo permanece presente na política brasileira e a crítica ao modelo de governança internacional, especialmente ao papel exercido pela ONU e pelas grandes potências em conflitos e disputas geopolíticas.

  • Local da declaração: Barcelona, na Espanha
  • Data mencionada no texto: sábado, 18 de abril de 2026
  • Evento: 4º Encontro em Defesa da Democracia
  • Temas centrais: extremismo no Brasil, eleição de outubro e críticas à ONU

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