Oscar Schmidt é retratado no artigo de Moisés Mendes como uma figura cuja grandeza no basquete se sobrepõe às posições políticas que assumiu após encerrar a carreira. Publicado em 18 de abril de 2026, o texto relembra a passagem do ex-jogador pela política partidária, seu apoio eleitoral no passado e defende que esse histórico tem peso menor diante do reconhecimento mundial que alcançou no esporte. De acordo com informações do DCM, a avaliação central é a de que o legado esportivo de Oscar prevalece sobre suas posições ideológicas.
O artigo menciona que Oscar foi candidato ao Senado por São Paulo em 1998, pelo então PPB, e disputou a vaga com Eduardo Suplicy. Também recorda que ele foi secretário municipal de Esportes de São Paulo entre 1997 e 1998, na gestão de Celso Pitta. Mais adiante, o texto cita que o ex-atleta votou em Jair Bolsonaro em 2018 e que, depois, declarou arrependimento.
Qual é o argumento central do artigo sobre Oscar Schmidt?
A tese defendida por Moisés Mendes é que as posições conservadoras de Oscar não anulam sua dimensão histórica como atleta. O articulista sustenta que o ex-jogador não se caracterizou como militante extremista nem como alguém identificado com ataques a vacinas ou com a exaltação de figuras associadas à ditadura militar. A partir disso, afirma que sua relevância esportiva deve ser o elemento predominante na memória pública.
O texto adota um tom opinativo ao dizer que Oscar foi “um sujeito de direita”, mas considera que isso representa pouco diante de sua condição de “figura de exceção”. A leitura proposta é a de que personalidades com trajetória extraordinária em suas áreas não devem ser reduzidas exclusivamente às opiniões políticas que expressaram em momentos específicos.
Quais fatos políticos da trajetória de Oscar são citados?
Entre os pontos lembrados pelo artigo, estão episódios ligados à participação institucional e eleitoral do ex-jogador. O texto lista sua candidatura ao Senado e sua atuação na administração municipal paulistana, além de mencionar seu voto em 2018.
- Candidatura ao Senado por São Paulo em 1998, pelo PPB
- Disputa eleitoral contra Eduardo Suplicy
- Passagem pela Secretaria Municipal de Esportes de São Paulo entre 1997 e 1998
- Declaração de voto em Jair Bolsonaro em 2018, seguida de arrependimento posterior
Esses elementos são apresentados para contextualizar a posição ideológica de Oscar fora das quadras. Ainda assim, o articulista insiste que esse histórico não deve se sobrepor ao reconhecimento internacional obtido no basquete.
Por que o texto compara Oscar Schmidt a Renato Portaluppi?
A comparação surge para estabelecer uma distinção entre manifestações políticas feitas por figuras públicas. O autor cita Renato Portaluppi, então treinador do Grêmio em 2019, para argumentar que há diferença entre ter opinião política e usar uma posição de comando em uma instituição popular para pressionar ou constranger torcedores e o público.
No trecho reproduzido, Renato é mencionado por uma declaração de apoio a Jair Bolsonaro e Sergio Moro. O articulista considera inadequado que alguém em cargo de liderança num clube de futebol sugira que os discordantes seriam contrários ao crescimento do país. Nesse contraste, Oscar é descrito como alguém de direita, mas não como uma liderança engajada em impor essa visão a terceiros.
“O Bolsonaro e o Sergio Moro são pessoas do bem que querem o bem do Brasil. Na minha opinião, quem é contra esses caras é contra o crescimento do Brasil”.
Ao final, o artigo reafirma a reverência ao ex-jogador e reconhece que a menção comparativa entre os dois nomes ocorre apenas para diferenciar posturas públicas. A conclusão é resumida numa saudação direta à memória esportiva de Oscar Schmidt, tratado como um nome acima das controvérsias políticas mencionadas ao longo do texto.