Pará amplia investimentos em educação com reformas de escolas e auxílio estudantil - Brasileira.News
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Pará amplia investimentos em educação com reformas de escolas e auxílio estudantil

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A governadora do Pará, Hana Ghassan, intensificou os investimentos na rede pública estadual de ensino durante as primeiras semanas de sua gestão em abril de 2026. As iniciativas abrangem desde a educação infantil até o ensino médio, com foco na modernização da infraestrutura e na ampliação de oportunidades para jovens em todo o território paraense. O plano de ação inclui a reconstrução de dez escolas de tempo integral em Belém e Ananindeua, além da entrega de novas creches e a concessão de benefícios financeiros por meio do programa Bora Estudar.

De acordo com informações da Agência Pará, o governo estadual destinou mais de R$ 35 milhões para as obras estruturais iniciais. O objetivo central é fortalecer a permanência dos alunos em sala de aula e elevar os índices de aprendizagem. Segundo a governadora:

Estamos trabalhando para garantir uma educação de qualidade em todas as etapas de ensino, com escolas estruturadas, tecnologia e políticas públicas que assegurem não apenas o acesso, mas também a permanência dos nossos estudantes na escola.

Quais são os principais investimentos em infraestrutura escolar?

O pacote de obras contempla a assinatura de ordens de serviço para a reconstrução total de dez unidades de ensino integral. Em Belém, os aprimoramentos beneficiarão as escolas Dr. Freitas, Domingos Acatauassu Nunes, Prof. Antônio Gomes Moreira Júnior, Duque de Caxias, Suboficial Edvaldo Brandão de Jesus e Lauro Sodré. No município de Ananindeua, as intervenções ocorrerão nas escolas Paraense, Maria Encarnação Araújo, Ministro Alcides Carneiro e Izabel Amazonas.

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Ao todo, o investimento de R$ 35 milhões deve impactar diretamente a vida de mais de 3,5 mil estudantes. Atualmente, o estado do Pará conta com 171 escolas operando em regime de tempo integral, atendendo um contingente superior a 50 mil alunos. Desde 2019, o governo paraense já entregou 205 unidades educacionais, somando um aporte financeiro que ultrapassa R$ 1,2 bilhão, alcançando 476 mil estudantes da rede pública.

Como funciona o modelo de ensino integral no Pará?

As unidades de ensino integral da rede estadual operam com uma jornada de nove horas diárias, oferecendo três refeições completas aos alunos. Esse modelo visa não apenas o desenvolvimento acadêmico, mas também o crescimento social e a redução das desigualdades. O secretário de estado de educação, Ricardo Sefer, ressaltou a importância dessa modalidade para o futuro dos jovens paraenses:

Estamos ampliando e qualificando a rede com foco na aprendizagem e no desenvolvimento integral dos estudantes. As escolas de tempo integral, aliadas aos Centros de Inovação e Sustentabilidade da Educação Básica, garantem mais oportunidades, com acesso à tecnologia.

Além das escolas de ensino médio, a base educacional também recebe atenção prioritária. Recentemente, foi entregue a creche Professora Raimunda das Graças Lopes Barros, em Breves, no arquipélago do Marajó. Com investimento de R$ 6 milhões, a unidade atende 200 crianças em uma estrutura que inclui:

  • Dez salas de aula e sala multiuso;
  • Lactário e sala de amamentação;
  • Fraldários e refeitório completo;
  • Playground, redário e horta pedagógica.

O que é o programa Bora Estudar e quem pode participar?

Outro pilar fundamental da gestão é o incentivo financeiro direto aos alunos com alto desempenho. O programa Bora Estudar concede um auxílio individual de R$ 10 mil para estudantes que se destacam academicamente ou que alcançam notas superiores a 900 na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Recentemente, foram distribuídos 130 cheques em Breves (R$ 1,3 milhão), 237 em Ananindeua (R$ 2,37 milhões) e 465 em Belém (R$ 4,65 milhões).

A modernização tecnológica também é evidenciada na reconstrução da Escola Estadual Pedro Amazonas Pedroso, em Belém, que recebeu um aporte de R$ 21 milhões. A unidade agora conta com um Centro de Inovação e Sustentabilidade da Educação Básica (Ciseb), focado em robótica e cultura maker. Para a estudante Manuela Amaral, da 3ª série do ensino médio, a mudança é nítida:

Agora a gente tem um espaço moderno, climatizado e mais confortável para estudar. Isso motiva muito mais os alunos e faz com que a gente se sinta segura e focada.

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