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Lula discute fim da escala 6×1 com centrais sindicais no Palácio do Planalto

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O presidente Lula se reuniu nesta quarta-feira (15), no Palácio do Planalto, em Brasília, com representantes de centrais sindicais, um dia após o envio ao Congresso Nacional do projeto de lei que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem corte de salários. No encontro, realizado depois da Marcha da Classe Trabalhadora, dirigentes entregaram ao governo uma pauta com 68 reivindicações para os próximos cinco anos. De acordo com informações da Radioagência Nacional, Lula pediu mobilização dos trabalhadores para pressionar pela aprovação da proposta.

Segundo o relato, o projeto foi encaminhado em regime de urgência ao Congresso, e o presidente associou a tramitação da medida à necessidade de apoio social e político. A agenda com sindicalistas ocorreu no mesmo dia em que os representantes participaram da marcha em Brasília e formalizaram suas demandas ao Executivo.

O que Lula pediu às centrais sindicais?

Durante o encontro, Lula afirmou que os trabalhadores precisam atuar para ajudar na aprovação de propostas enviadas ao Congresso. Ao defender maior engajamento social, o presidente citou medidas que, segundo ele, avançaram com articulação política e apoio de setores organizados.

“Cada vez que a gente manda uma coisa para aprovar no Congresso, vocês têm que saber que vocês têm que ajudar. Nós conseguimos coisas importantes. Nós conseguimos uma política tributária que a gente não conseguia há 40 anos, a isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil. E a gente pode conseguir mais, se a gente tiver mais gente comprometida com vocês.”

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A fala foi feita no contexto da proposta que altera a jornada de trabalho. O governo tenta aprovar o texto após o envio do projeto ao Legislativo, enquanto busca apoio entre lideranças sindicais e parlamentares.

Quais críticas o presidente fez a reformas anteriores?

Lula também aproveitou a reunião para criticar a reforma trabalhista de 2017 e a reforma da Previdência de 2019. Segundo o presidente, essas mudanças trouxeram perdas para os trabalhadores e impactaram a capacidade de contribuição previdenciária.

“A reforma trabalhista precarizou a Previdência. Sem renda, ganhando às vezes menos que o salário mínimo, o trabalhador não conseguiu sequer contribuir. Em 2019, foi a reforma da Previdência. Na prática, acabou com a aposentadoria por tempo de contribuição. Homens têm que trabalhar até 65 anos e mulheres, até 62 anos. Quem quiser se aposentar com o salário integral, tem de contribuir, no mínimo, por 40 anos.”

As declarações foram feitas diante de dirigentes sindicais reunidos no Planalto, em um encontro voltado à discussão de pautas trabalhistas e previdenciárias.

O que consta na pauta apresentada pelas centrais?

O coordenador do Fórum das Centrais Sindicais, Clemente Ganz, detalhou a pauta entregue ao presidente e destacou mudanças no mundo do trabalho. Entre os pontos mencionados por ele estão os efeitos da inteligência artificial, da inovação tecnológica e da emergência climática sobre trabalhadores, especialmente mulheres e jovens.

“Mulheres e jovens serão os mais impactados pela inteligência artificial e pela inovação tecnológica, segundo os últimos estudos da OIT. Nós temos a mudança climática, a emergência ambiental, com impactos sobre o mundo do trabalho extensos e inéditos, em situações que nós jamais imaginávamos que viveríamos. E os estudos mostram que nós, velhos, vivemos melhor se nós temos uma inserção participativa. Portanto, nós temos que repensar o mundo do trabalho, o tempo do trabalho e a qualidade da vida no trabalho.”

De acordo com a reportagem, a pauta entregue ao presidente reúne 68 reivindicações para os próximos cinco anos. Entre os elementos destacados no encontro, aparecem:

  • fim da escala 6×1;
  • redução da jornada para 40 horas semanais sem redução salarial;
  • debate sobre os efeitos da inteligência artificial no trabalho;
  • impactos da mudança climática sobre a atividade laboral;
  • revisão das condições de qualidade de vida no trabalho.

Quem foi homenageado no evento?

No encontro, Lula homenageou Rick Azevedo, ativista e ex-balconista apontado na reportagem como criador do movimento Vida Além do Trabalho, relacionado à origem do projeto de redução da jornada. Segundo o texto original, o presidente chegou a sugerir que, se a proposta for aprovada, a lei possa receber o nome do ativista.

A reunião reforçou a articulação do governo com entidades sindicais em torno da proposta enviada ao Congresso. O foco do encontro, segundo a Radioagência Nacional, foi a defesa do projeto sobre a escala 6×1, somada à apresentação de uma pauta mais ampla de reivindicações trabalhistas para os próximos anos.

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