Na noite de domingo, 22 de fevereiro, o aeroporto de Guarulhos recebeu pela primeira vez um voo direto vindo de Sydney, na Austrália. Operado pela companhia australiana Qantas com um Airbus A380, o maior avião de passageiros do mundo, o voo teve duração de 14 horas e 49 minutos. Este feito só foi possível devido ao voo ser fretado, permitindo que a aeronave voasse com baixa ocupação, tornando a viagem direta viável.
Por que o voo direto foi possível?
Normalmente, voos da Austrália para o Brasil não são diretos devido à enorme distância entre os países. Com a aeronave lotada, a capacidade dos tanques de combustível não é suficiente para completar a rota. No entanto, neste caso, o voo foi realizado com baixa ocupação, o que reduziu o peso da aeronave e permitiu o trajeto sem escalas.
Qual foi a reação ao pouso do A380?
O pouso do A380 da Qantas em Guarulhos mobilizou a comunidade spotter, composta por entusiastas de aviação. Cerca de 25 mil pessoas acompanharam a chegada do avião ao vivo por plataformas de rastreamento de voo, e muitos compareceram pessoalmente ao aeroporto para presenciar o evento.
Qual é o futuro dos voos diretos entre Austrália e Brasil?
A chegada do A380 reacendeu o interesse da Qantas em operar voos diretos entre a Austrália e o Brasil. A companhia já mencionou São Paulo em seu Project Sunrise, que visa estabelecer rotas diretas entre a Austrália e capitais como Londres, Nova York e São Paulo, utilizando uma versão modificada do Airbus A350-1000. Atualmente, essas rotas ainda não existem devido às limitações de alcance das aeronaves.
Fonte original: Folha S.Paulo


