O desmatamento na Amazônia Brasileira está prestes a atingir um nível recorde de baixa este ano, conforme mostram dados do governo. De acordo com informações do Yale E360, autoridades atribuem essa redução ao aumento da fiscalização contra o desmatamento ilegal.
Quais são os dados recentes sobre o desmatamento?
O Brasil monitora o desmatamento anualmente, de agosto a julho. De agosto até o final de janeiro, a Amazônia teve apenas 516 milhas quadradas de floresta desmatada, segundo dados de satélite. Esse é o menor número para esse período desde 2014. A queda acentuada reflete uma repressão ao desmatamento ilícito por mineradores, madeireiros e agricultores sob o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que retornou ao cargo em 2023.
Qual é o impacto ambiental e econômico dessa redução?
A recente queda no desmatamento está reduzindo significativamente as emissões do Brasil, que no ano passado caíram na maior margem desde 2009. Para proteger a Amazônia e combater o aquecimento global, o Brasil está almejando desmatamento zero até o final desta década. Novas pesquisas mostram como a perda da floresta tropical está agravando o calor e a seca no Brasil, já que as árvores ajudam a regular a temperatura e a precipitação.
- Regiões desmatadas são cerca de 3 graus Celsius mais quentes na estação seca.
- Essas áreas recebem cerca de 25% menos chuva.
Como o desmatamento afeta a agricultura?
Os agricultores brasileiros dependem fortemente da chuva gerada pela Amazônia. A água necessária para cultivar uma única safra de soja equivale à produção de aproximadamente 18 pés quadrados de floresta tropical, e cada pedaço de floresta desmatado tem repercussões para os produtores. A pesquisa recente estimou que a chuva gerada anualmente pela floresta vale cerca de 20 bilhões de dólares para os agricultores nas regiões circundantes.
“Se as tendências continuarem, esperamos que a taxa de desmatamento atinja seu nível mais baixo já registrado este ano”, afirmou a Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.
Fonte original: Yale E360