O volante Walace foi oficialmente cortado da delegação do Cruzeiro que viajou para disputar a estreia da equipe na Copa Libertadores da América, o principal torneio de clubes da América do Sul. A decisão administrativa ocorreu no último domingo (5 de abril de 2026), momentos antes do embarque do elenco de São Paulo com destino a Guayaquil, no Equador, onde o time mineiro enfrentará o Barcelona de Guayaquil. O motivo central do afastamento repentino foi o vazamento de críticas direcionadas a companheiros de equipe, realizadas pelo jogador por meio de um aplicativo de mensagens instantâneas.
De acordo com informações do portal ge, a situação gerou um forte mal-estar interno. A mensagem contendo os comentários depreciativos circulou em um grupo fechado de jogadores, e o conteúdo não demorou a chegar ao conhecimento da alta cúpula do departamento de futebol. Imediatamente, a diretoria se reuniu com o atleta ainda na capital paulista, onde a delegação estava concentrada após o compromisso anterior. Com o respaldo integral da comissão técnica, os dirigentes optaram pela aplicação de uma medida disciplinar rigorosa, cortando o meio-campista da viagem internacional.
Como o Cruzeiro avaliou a infração de Walace?
A atitude do volante foi classificada nos bastidores como uma violação gravíssima do código de conduta estabelecido pelo clube de Belo Horizonte. No futebol profissional contemporâneo, a manutenção de um ambiente de trabalho coeso é vista como um pilar fundamental, especialmente às vésperas de torneios eliminatórios continentais. Por conta dessa quebra de confiança, o jogador foi instruído a se desligar do grupo principal e não deverá mais vestir a camisa da Raposa em competições oficiais.
Internamente, a gestão do departamento de futebol entende que a convivência diária se tornou insustentável. Fontes ligadas ao dia a dia do clube indicam que a diretoria não planeja reintegrá-lo em um futuro próximo. A consequência direta dessa ruptura indica que o ciclo do jogador com a instituição pode ter chegado ao fim de maneira precoce, embora, em um primeiro momento, nenhuma sanção financeira ou multa tenha sido aplicada ao seu contrato de trabalho em decorrência imediata do episódio.
Quais foram os fatores que agravaram a punição do atleta?
O corte definitivo da lista de passageiros para o confronto em território equatoriano não foi um caso isolado na trajetória recente do meio-campista dentro do clube. O histórico comportamental pesou consideravelmente na tomada de decisão dos executivos. A quebra das normas de respeito mútuo entre os profissionais serviu como o estopim de uma relação que já acumulava desgastes de ordem disciplinar nos meses anteriores.
Os registros apontam que a reincidência foi o fator determinante para a exclusão drástica do atleta da relação de jogadores disponíveis:
- Não foi a primeira vez que o volante infringiu o regulamento disciplinar interno do elenco cruzeirense de forma direta.
- Em uma ocorrência anterior, a direção havia optado por tratar o desvio de conduta de forma estritamente sigilosa, aplicando apenas sanções intramuros.
- Diante da repetição contínua da falha disciplinar, a cúpula de futebol decidiu abandonar o tratamento confidencial, optando por tornar a punição um ato público para preservar a integridade e a autoridade sobre o restante do grupo.
Qual é o histórico do volante na equipe celeste?
Contratado sob grande expectativa de mercado, o atleta chegou ao time mineiro como um dos principais destaques previstos para o calendário da temporada de 2024. A avaliação técnica inicial apontava que ele seria uma peça de sustentação no meio de campo, fornecendo experiência e poder de marcação para suportar as pesadas exigências das competições nacionais e sul-americanas. No entanto, o desempenho nas quatro linhas esteve distante das projeções iniciais realizadas pelos analistas de mercado e absorvidas pelos torcedores nas arquibancadas.
Durante o período em que atuou na agremiação, o volante encontrou severas dificuldades para se consolidar entre os titulares, independentemente do estilo de jogo das comissões técnicas que estiveram no comando. Seus números refletem essa oscilação prolongada ao longo dos campeonatos. Ao todo, o atleta registrou participação oficial em 46 jogos, período em que balançou as redes adversárias em apenas uma oportunidade, não contabilizando nenhum passe ou assistência que tenha resultado em gol de seus companheiros de ataque.
No ano vigente (2026), o distanciamento entre o jogador e as equipes formadas para iniciar os confrontos se agravou ainda mais, limitando drasticamente seu tempo de jogo. Ele entrou em campo para atuar em uma única partida de caráter oficial. Esta aparição solitária ocorreu ainda durante as disputas regionais de fevereiro, quando o time enfrentou o Pouso Alegre, equipe do Sul de Minas, em confronto válido pelas semifinais do Campeonato Mineiro. Desde então, ele figurou majoritariamente fora de combate, culminando no atual afastamento definitivo que marca de forma conturbada o planejamento para o certame continental.