Os 33 Estados Membros da Agência para a Proscrição de Armas Nucleares na América Latina e no Caribe (OPANAL) celebraram o 59º aniversário do Tratado de Tlatelolco em 14 de fevereiro de 2026. Este tratado estabeleceu a primeira Zona Livre de Armas Nucleares em uma área densamente povoada. De acordo com informações do Itamaraty, o tratado serviu de inspiração para outras regiões e para a Mongólia.
Qual a importância do Tratado de Tlatelolco?
O tratado é uma resposta à preocupação com as cerca de 12.241 ogivas nucleares existentes, conforme o Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI) Yearbook 2025. Os Estados Membros reiteraram a necessidade de eliminar essas armas de forma transparente, verificável e irreversível.
“Condenam novamente, de maneira inequívoca, qualquer uso ou ameaça de uso de armas nucleares, seja explícita ou implícita e independentemente das circunstâncias.”
Como as Zonas Livres de Armas Nucleares promovem a paz?
As Zonas Livres de Armas Nucleares são vistas como passos importantes para o desarmamento geral. Elas promovem a paz ao proibir a posse e uso de armas nucleares.
“Reafirmam a prioridade do desarmamento nuclear completo, verificável, irreversível e transparente.”
A OPANAL incentiva a criação de novas zonas livres em outras regiões.
- Proibição de armas nucleares
- Promoção da paz regional
- Compromisso com o desarmamento
Quais são os próximos passos para o desarmamento nuclear?
Os Estados Membros estão comprometidos com a XI Conferência das Partes de 2026 sobre o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) e a Primeira Conferência de Exame do Tratado sobre a Proibição das Armas Nucleares (TPAN). A América Latina e o Caribe têm o maior número de Estados Partes no TPAN, reforçando seu compromisso com a eliminação de armas de destruição em massa.
