Zâmbia apreende 550 quilos de marfim e prende 10 em operação contra tráfico

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As autoridades de vida selvagem da Zâmbia prenderam 10 pessoas em 9 de março, na capital Lusaka, após apreenderem 550 quilos de marfim em uma operação contra o tráfico ilegal de fauna. Segundo o caso relatado, a ação ocorreu a partir de inteligência fornecida pela Environmental Investigation Agency e resultou em batidas policiais em vários endereços. De acordo com informações da Mongabay Global, o caso é tratado como uma ação relevante contra uma rede transfronteiriça de crimes contra a vida selvagem.

Em comunicado de 19 de março, o Departamento de Parques Nacionais e Vida Selvagem da Zâmbia, citado pela reportagem, informou que entre os detidos há integrantes de um sindicato criminoso transfronteiriço, incluindo um estrangeiro apontado como suspeito de ser o comprador do marfim. Os suspeitos foram acusados de posse ilegal de um troféu controlado, mas ainda não haviam comparecido ao tribunal no momento da publicação original.

O que se sabe sobre a operação em Lusaka?

A operação foi conduzida pela polícia em diversos locais de Lusaka. De acordo com a Environmental Investigation Agency, a apreensão de 550 quilos de marfim e as prisões mostram o impacto que a cooperação internacional pode ter no combate ao comércio ilegal de animais silvestres.

O Departamento de Parques Nacionais e Vida Selvagem da Zâmbia afirmou ainda que parte dos detidos já havia sido condenada anteriormente por crimes relacionados à fauna. O dado, segundo o órgão, reforça a persistência das redes de tráfico ilegal de vida selvagem na região.

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“Notably, some of the apprehended suspects are repeat offenders who have previously been convicted for wildlife-related crimes, highlighting the persistent challenge posed by illegal wildlife trafficking networks,” DNPW said in a statement.

Qual foi o papel da cooperação internacional no caso?

Mary Rice, diretora-executiva da Environmental Investigation Agency, disse à Mongabay por e-mail que governos estão se mostrando mais receptivos à colaboração com organizações não governamentais que atuam no enfrentamento ao comércio ilegal de fauna. Segundo ela, há mais exemplos de parcerias incorporadas, nas quais ONGs trabalham diretamente com autoridades com mandato oficial para combater esse tipo de crime.

“There are more examples of embedded partnerships where NGOs work directly with a mandated authority to tackle illegal wildlife trade.”

De acordo com Rice, essas parcerias, em alguns casos com apoio financeiro, têm ajudado a desarticular redes de tráfico e a obter condenações. A executiva citou uma colaboração de três anos envolvendo a EIA, a Interpol, a alfândega da China, além de Tanzânia, Moçambique e Nigéria. Em maio de 2017, esse grupo desmantelou a rede de contrabando de marfim de Shuidong, apontada como uma das principais no tráfico ilegal entre a África e a China.

O que o caso indica sobre o tráfico de marfim na África Austral?

Segundo a reportagem, Rice também afirmou que uma rede global de ONGs e agências governamentais está montando um banco de dados mundial sobre crimes ambientais e seus autores. Ao mesmo tempo, ela observou que, embora dados recentes do projeto Monitoring the Illegal Killing of Elephants indiquem queda na caça ilegal de elefantes no sul da África, apreensões recentes associadas à região sugerem que redes criminosas continuam ativas no tráfico de marfim.

O caso na Zâmbia, nesse contexto, é apresentado como exemplo de que a redução de indicadores de caça ilegal não elimina, por si só, a atuação das cadeias de comércio clandestino. A continuidade das apreensões aponta para a permanência de estruturas criminosas capazes de movimentar grandes volumes do produto.

  • Data das prisões: 9 de março
  • Quantidade apreendida: 550 quilos de marfim
  • Local da operação: Lusaka, capital da Zâmbia
  • Número de presos: 10
  • Acusação informada: posse ilegal de troféu controlado

Quais obstáculos ainda afetam o combate a esse tipo de crime?

A diretora da EIA também mencionou casos em que condenações foram enfraquecidas ou comprometidas por corrupção ou interferência política. Como exemplo, a reportagem cita o traficante de animais silvestres Yunhua Lin, no Malawi, condenado a 14 anos de prisão em 2021 e beneficiado por perdão presidencial em 2025. Ainda assim, ele permanece preso devido a acusações pendentes de tentativa de suborno a um juiz e a um agente penitenciário.

Com isso, a apreensão realizada na Zâmbia é descrita na reportagem como um resultado concreto de inteligência compartilhada e cooperação entre autoridades e organizações especializadas, mas também como sinal de que o tráfico de marfim segue operando de forma ativa na região.

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