O console Xbox One da Microsoft, considerado ‘inviolável’ desde seu lançamento em 2013, foi finalmente hackeado. Durante a conferência RE//verse 2026, Markus ‘Doom’ Gaasedelen apresentou o hack ‘Bliss’, que utiliza a técnica de Voltage Glitch Hacking (VGH). De acordo com informações do Tom’s Hardware, o Xbox One, que permaneceu seguro por anos, agora pode executar código não assinado em todos os níveis, incluindo o Hypervisor e o sistema operacional.
Como o hack Bliss funciona?
Gaasedelen explicou que o hack Bliss envolve dois glitches de voltagem precisos que permitem pular a configuração de proteção de memória do ARM Cortex e atacar a operação Memcpy durante a leitura do cabeçalho. Isso possibilita o salto para dados controlados pelo atacante.
“Um pulou o loop onde a proteção de memória do ARM Cortex foi configurada,” disse Gaasedelen.
Esta técnica, que ataca o boot ROM no silício, é considerada impossível de ser corrigida.
Quais são as implicações do hack?
O hack Bliss abre novas possibilidades para arquivistas digitais, que agora podem acessar o firmware, sistema operacional e jogos do Xbox One. Além disso, pode levar a avanços na emulação. A técnica também sugere a possibilidade de criar um chip mod Bliss-a-like para automatizar o glitch elétrico necessário.
O que dizem os especialistas?
O hack gerou discussões sobre a arquitetura do Xbox One. Enquanto alguns argumentam que o console não usa um CPU ARM Cortex, outros apontam que o processador de segurança da plataforma (PSP) é baseado no ARM Cortex-A5.
“O artigo da PCMag parece contradizer a existência de um co-processador ARM embutido no APU AMD do X1,” comentou um usuário.
A controvérsia continua, mas o impacto do hack Bliss é inegável.
Fonte original: Tom’s Hardware