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Xbox no Brasil: Os desafios da nova CEO para recuperar o legado de sucesso

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A nomeação da nova diretora executiva da divisão de jogos da Microsoft, Asha Sharma, traz à tona a necessidade de reestruturação da marca no mercado nacional. A mudança na liderança, consolidada neste início de 2026, ocorre em um momento em que a empresa busca recuperar o engajamento histórico registrado durante a geração do console Xbox 360, lançado em 2005.

De acordo com informações do Canaltech, o desafio atual da executiva contrasta com o período de ouro da plataforma no país, quando a comunicação direta e a fabricação local consolidaram uma base sólida de consumidores em todo o território nacional.

Como o Xbox 360 consolidou sua comunidade no Brasil?

Durante a transição dos anos 2000 para a década de 2010, a Microsoft estabeleceu uma estratégia focada na conexão humana para expandir o Xbox 360. Diferentemente de outras plataformas da época, a corporação investiu na criação de um programa nativo chamado Inside Xbox, que era exibido diretamente no painel do videogame.

O projeto contou com a apresentação de figuras como Nelson Alves Jr., Mariana Ayres e Thais Matsufugi, que atuavam como representantes diretos do público consumidor. O ex-diretor e apresentador do formato explicou que a iniciativa visava quebrar a barreira corporativa e estabelecer um diálogo horizontal.

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O objetivo do time era criar um ecossistema que funcionasse como uma conversa entre entusiastas de tecnologia, oferecendo dicas, entrevistas e novidades com sotaque e cultura brasileiros.

“A ideia era ser o mais próximo possível das pessoas. Acho que foi isso que colaborou também para criar identificação com o público, o que fez o pessoal começar a se identificar. Tenho muita satisfação de ter colaborado com a criação da comunidade, de dar voz para as pessoas”

Quais foram os maiores feitos da equipe nacional na época?

A equipe responsável pela operação no mercado brasileiro obteve resultados expressivos em eventos internacionais. Durante a realização da E3 (Electronic Entertainment Expo), evento tradicionalmente sediado em Los Angeles e uma das principais feiras de jogos do mundo até o período da pandemia de covid-19, o time nacional alcançou a segunda maior audiência global na produção de conteúdo voltado para o console, ficando atrás apenas da transmissão dos Estados Unidos.

Esse marco foi atingido apesar das limitações estruturais, já que a operação funcionava com apenas três ou quatro profissionais na cobertura presencial do evento. Além da comunicação digital, a presença física dos produtos foi um diferencial. A empresa implementou a fabricação das máquinas na Zona Franca de Manaus, um importante polo industrial no Amazonas que oferece incentivos fiscais, sendo uma tática rara no setor desde os anos 1990.

Paralelamente, o mercado recebeu jogos totalmente dublados e legendados em português brasileiro, englobando franquias de peso como Halo e Gears of War. A distribuição oficial de edições limitadas e de colecionador também foi uma marca registrada dessa fase.

Por que as edições exclusivas foram essenciais para o mercado?

A disponibilidade de produtos de tiragem limitada no varejo nacional foi resultado de negociações intensas da representação do país. Projetos que envolviam edições temáticas exigiam meses de planejamento e aprovação para chegarem às prateleiras locais. Um dos exemplos mais singulares dessa estratégia comercial foi a criação de uma versão exclusiva do aparelho em celebração aos 102 anos do Palmeiras, tradicional clube de futebol de São Paulo, com a fabricação de exatamente 102 unidades.

A convergência entre o suporte nacional, os jogos traduzidos e o engajamento contínuo criou um terreno fértil para a expansão da plataforma, mesmo diante de altos índices de pirataria enfrentados na época. No entanto, propostas de expansão foram interrompidas ao longo dos anos.

O grupo planejava evoluir o formato semanal de comunicação para uma grade de programação diária, criando um projeto robusto. Contudo, a administração superior avaliou que a ampliação não era necessária. Hoje, o cenário exige que a nova gestão encontre caminhos viáveis para reconquistar a proximidade com os usuários em um ambiente de forte concorrência.

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