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Vivo lança crediário que parcela celulares em até 21 vezes sem cartão

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Mãos segurando um smartphone moderno sobre um fundo azul com ícones de parcelas e cifras, simbolizando facilidade de compra.
Foto: campuspartybrasil / flickr (by-sa)

A operadora de telecomunicações Vivo lançou em abril de 2026 uma nova modalidade financeira voltada para o varejo de eletrônicos no Brasil. De acordo com informações do Canaltech, a empresa apresentou o Vivo Pay Crediário, um serviço que permite o parcelamento de celulares e outros dispositivos tecnológicos em até 21 meses de forma diluída. A iniciativa tem como principal objetivo mercadológico atender o público que não possui cartão de crédito ou que já comprometeu o limite disponível nas instituições bancárias tradicionais.

Com a nova ferramenta de crédito comercial, a companhia busca impulsionar o volume de vendas em suas lojas físicas e virtuais, resgatando um modelo histórico do comércio brasileiro, tradicionalmente conhecido sob o formato de “carnê”. A modalidade de pagamento não se restringe apenas aos aparelhos telefônicos celulares, abrangendo um portfólio amplo de equipamentos digitais. A estratégia operacional visa facilitar a aquisição de bens de maior valor agregado por consumidores que, de outra forma, não teriam capacidade de compra imediata.

Como funciona a análise de crédito no Vivo Pay Crediário?

A jornada de compra desenvolvida com o novo sistema de crediário foi desenhada para ser totalmente ágil e integrada ao terminal da loja. Durante o atendimento físico ou digital, o cliente é submetido a uma avaliação de risco financeiro praticamente instantânea. Utilizando dados básicos de identificação do indivíduo, como o número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou a própria linha telefônica ativa do usuário, o sistema cruza as informações mercadológicas para definir o montante liberado.

Esse mecanismo digital permite que o vendedor acesse os limites pré-aprovados antes mesmo de finalizar a oferta comercial. Dessa maneira, o funcionário consegue direcionar os produtos que melhor se encaixam na realidade financeira de cada perfil aprovado. O modelo garante que o pagamento da compra seja efetuado integralmente pelo crediário ou por meio de uma composição de métodos, combinando as parcelas do carnê com pagamentos à vista via cartão de débito ou limite remanescente de um cartão de crédito padrão.

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O catálogo de produtos elegíveis para o financiamento prolongado em até 21 meses engloba as principais categorias do varejo tecnológico atual. Os consumidores aprovados podem utilizar o serviço financeiro corporativo para adquirir:

  • Smartphones de diversas faixas de preço;
  • Tablets voltados para produtividade e entretenimento;
  • Televisores inteligentes (Smart TVs);
  • Computadores portáteis e notebooks;
  • Relógios inteligentes (smartwatches);
  • Consoles de videogame de última geração.

Qual a estratégia de mercado e quem são os parceiros envolvidos?

Para viabilizar a estrutura complexa de pagamentos em larga escala pelo país, a companhia de telecomunicações firmou uma parceria estratégica e vital com a QI Tech, uma empresa brasileira de tecnologia financeira (fintech) especializada em infraestrutura de crédito. A empresa atua nos bastidores técnicos da operação, fornecendo todo o alicerce operacional e regulatório exigido pelas normas do Banco Central do Brasil. A parceira assume as responsabilidades de cobrança e, de forma central, a gestão estrutural do Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), instrumento contábil essencial para garantir o fluxo de caixa saudável do modelo de financiamento prolongado da varejista.

Do ponto de vista estratégico de mercado, a Telefônica Brasil, empresa controladora da marca nacional, projeta múltiplos benefícios corporativos diretos com a implementação do novo sistema. A dependência quase que exclusiva do modelo de cartão de crédito afasta historicamente uma parcela significativa de clientes em potencial nas grandes redes. Ao flexibilizar a forma de pagamento de longo prazo, a rede de lojas pretende captar desde os usuários mais simples que procuram o primeiro dispositivo móvel de entrada até os grandes entusiastas que desejam adquirir os modelos importados mais caros disponíveis no mercado global.

Além da forte atração de novos perfis econômicos e do aumento projetado no valor médio de cada venda corporativa, a medida executada pela operadora tem um grande potencial para alterar o comportamento de consumo tecnológico dos cidadãos brasileiros. Nos últimos anos, diversas análises de mercado apontam que os usuários estão demorando muito mais tempo para trocar de aparelho, retendo o mesmo dispositivo por ciclos prolongados devido aos altos custos inflacionários. A oferta de uma linha de crédito específica, estendida por um período de quase dois anos de parcelamento, surge justamente como uma alternativa comercial desenhada para reduzir o intervalo temporal desse ciclo de atualização, acelerando as trocas e consolidando a fatia de mercado da corporação no altamente competitivo setor varejista nacional.

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