O Vitória encerrou a primeira janela de transferências de 2026 com 15 contratações, número menor do que o registrado em temporadas anteriores da gestão de Fábio Mota. O período de registros do futebol brasileiro terminou na última sexta-feira, e o clube baiano reforçou praticamente todos os setores do elenco, com exceção do gol, em movimento que também foi influenciado pelo alto número de saídas desde o fim da temporada passada. De acordo com informações do GE, o último reforço confirmado na janela foi o atacante Renê.
Embora o volume de chegadas ainda seja elevado, o total representa redução em comparação com os primeiros períodos de contratações de anos recentes. Na gestão de Fábio Mota, efetivado em 2022 e reeleito em 2025, o clube vinha registrando números mais altos de reforços. Em 2022, foram 32 nomes; em 2023, 25 na primeira janela; em 2024, 24; em 2025, 21; e, agora, 15 na primeira janela de 2026.
Quais foram os perfis buscados pelo Vitória no mercado?
Segundo a reportagem, o ataque foi o setor mais reforçado pelo clube, com seis nomes contratados. Entre eles está Marinho, identificado no texto como ídolo do clube e mais um exemplo de aposta rubro-negra em jogadores experientes do futebol brasileiro. O material também destaca Anderson Pato como parte de um perfil de atleta com estilo descrito como “guerreirinho”, além de manter a linha de observação sobre jogadores de equipes do interior da Bahia.
As contratações do Vitória para a temporada de 2026 foram distribuídas por quase todo o campo:
- Laterais: Matheus Silva e Nathan Mendes;
- Zagueiros: Riccieli, Diogo Silva, Luan Cândido e Cacá;
- Meio-campistas: Caíque Golçalves, Emmanuel Martínez e Zé Vitor;
- Atacantes: Pedro Henrique, Marinho, Diego Tarzia, Lucas Silva, Anderson Pato e Renê.
Quanto o clube investiu nas chegadas e permanências?
De acordo com o GE, o Vitória gastou em torno de R$ 5 milhões em contratações nesta janela. Desse total, US$ 600 mil, equivalentes a R$ 3,3 milhões no texto original, foram destinados ao lateral-direito Mateus Silva. O clube também pagou R$ 700 mil pelo empréstimo de Renê e R$ 1 milhão por 10% dos direitos econômicos de Diego Tarzia. Os demais atletas chegaram por empréstimo sem custos ou estavam livres no mercado.
A reportagem destaca ainda que o maior desembolso do clube não foi para novos reforços, mas para manter jogadores considerados importantes em 2025. O Vitória pagou R$ 8 milhões para ficar com o volante Baralhas e R$ 7 milhões pelo atacante Erick.
Por que houve tantas mudanças no elenco?
O número de contratações também está ligado à quantidade de saídas na Toca do Leão. Desde o encerramento da última temporada, 19 jogadores deixaram o clube, seja por término de contrato, seja por negociações com outras equipes. A saída apontada como mais sentida foi a de Lucas Halter, zagueiro que era capitão do time e atuava por empréstimo do Botafogo. Segundo a matéria, o Vitória tinha um acordo para comprá-lo, mas uma proposta da Major League Soccer impediu a permanência.
Outro caso citado foi o do zagueiro Diogo Silva, que se despediu menos de um mês após a contratação e foi negociado para o futebol húngaro depois de atuar quatro vezes pelo clube.
- Goleiros: Thiago Couto;
- Laterais: Raúl Cáceres e Maykon Jesus;
- Zagueiros: Lucas Halter, Diogo Silva e Zé Marcos;
- Meio-campistas: Willian Oliveira, Ricardo Ryller, João Pedro, Léo Naldi, Pepê, Filipe Machado, Rúben Rodrigues e Dudu Miraíma;
- Atacantes: Carlinhos, Lucas Braga, Luis Miguel, Lawan e Felipe Cardoso.
Quando o Vitória poderá contratar novamente?
Com o encerramento da primeira janela, o Vitória só poderá registrar novos reforços a partir de 20 de julho, data de abertura do segundo período de transferências do futebol brasileiro em 2026. Antes disso, o calendário nacional já teve a primeira janela, entre 5 de janeiro e 3 de março, e uma janela extra, entre 4 e 27 de março.
As datas informadas para o restante do ano são as seguintes:
- Primeira janela de transferências: de 5 de janeiro a 3 de março;
- Janela extra: de 4 de março a 27 de março;
- Segunda janela de transferências: de 20 de julho a 11 de setembro.
O balanço da primeira etapa do mercado mostra um Vitória ainda ativo nas contratações, mas com volume menor do que em anos anteriores, em um contexto de reformulação do elenco e reposição após várias saídas.

