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Via Sacra do Morro da Capelinha atrai milhares de fiéis nesta Sexta-Feira Santa (3 de abril)

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Brasília (DF) - 26/12/2024 - 100 fotos melhores de 2024, retrospectiva - Foto feita em 29/03/2024 Apresentação da Via Sacra
Brasília (DF) - 26/12/2024 - 100 fotos melhores de 2024, retrospectiva - Foto feita em 29/03/2024 Apresentação da Via Sacra em Planaltina, DF. Foto: Agência Brasil — EBC/Agência Brasil — CC BY 3.0 BR

Milhares de fiéis se reúnem no Morro da Capelinha, em Planaltina — a região administrativa mais antiga do Distrito Federal —, nesta Sexta-Feira Santa (3 de abril) para acompanhar a tradicional Via Sacra. O evento, que completa 53 anos em 2026, é considerado o maior espetáculo religioso ao ar livre da capital e um dos mais expressivos do Brasil. Localizado a cerca de 40 quilômetros do centro de Brasília, o morro torna-se o cenário para a reconstituição dos últimos momentos de Jesus Cristo, unindo fé e tradição cultural em uma mobilização que envolve toda a comunidade regional.

De acordo com informações da Radioagência Nacional, a programação oficial desta sexta-feira (3) começa às 15h. O rito inicial é a Celebração da Cruz, presidida pelo cardeal Dom Paulo Cezar, arcebispo de Brasília. Após o momento litúrgico, a partir das 16h, os atores iniciam as encenações teatrais que percorrem as estações dolorosas, culminando na representação da morte e ressurreição.

Qual é a programação da Via Sacra no Morro da Capelinha?

A organização do evento estruturou o cronograma para atender ao grande fluxo de visitantes que procuram o local sagrado. As atividades principais estão divididas entre momentos de oração e a performance artística do grupo teatral. Os pontos centrais da agenda incluem:

  • Início da Celebração da Cruz às 15h, conduzida pela cúpula da Igreja Católica de Brasília;
  • Início das encenações do julgamento e flagelação de Cristo a partir das 16h;
  • Passagem pelas 14 estações dolorosas ao longo da subida do morro;
  • Apresentação da 15ª estação, que retrata a ressurreição, como encerramento do evento.

O diretor-geral do grupo da Via Sacra, Preto Rezende, destaca que o trabalho é fruto de um esforço coletivo que atravessa décadas. Segundo o coordenador, a encenação busca ir além do sofrimento físico do personagem principal, focando também na mensagem de esperança.

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“[Às] 15 horas, a celebração da Cruz… o bispo Dom Paulo Cezar, bispo de Brasília, preside a celebração da Cruz. Às 16 horas inicia todo o trabalho das encenações, né? Da cidade, o julgamento, as flagelações, as 14 estações dolorosas e, para o público que fica, que a gente não fica também só na Cruz… nós acreditamos na ressurreição! Então, a gente faz a 15ª estação, que é a estação gloriosa, onde Jesus é ressuscitado”, explicou Rezende.

Como é feita a encenação da Paixão de Cristo em Planaltina?

A produção do espetáculo conta com uma logística robusta para garantir a segurança e a visibilidade para todos os presentes. Ao todo, cerca de 1,4 mil voluntários participam da iniciativa, ocupando funções que variam entre atores principais, figurantes, técnicos de som, maquiadores e equipes de apoio logístico. Esse contingente humano é responsável por dar vida ao cenário que transforma a paisagem natural do Distrito Federal em uma representação da Jerusalém antiga.

As 14 estações tradicionais da Via Crucis são reproduzidas com fidelidade histórica, mostrando desde a condenação de Jesus por Pôncio Pilatos até o seu sepultamento. O diferencial da montagem em Planaltina é a inclusão da estação gloriosa, um momento de efeitos visuais e musicais que simboliza a vitória sobre a morte. Esse encerramento é um dos mais aguardados pelo público, que costuma permanecer no local até o início da noite para prestigiar o ápice da performance.

Quantas pessoas participam do evento religioso no Distrito Federal?

O impacto socioeconômico e cultural da Via Sacra é significativo para a região administrativa de Planaltina. No ano de 2025, o Morro da Capelinha recebeu mais de 100 mil pessoas em um único dia, consolidando-se como um dos maiores destinos de turismo religioso do Centro-Oeste. Para 2026, a expectativa da organização e das autoridades locais é de que o público se mantenha em patamares elevados, exigindo uma operação especial de transporte e segurança pública.

A manutenção desse evento por mais de cinco décadas reforça a identidade cultural do Distrito Federal. O envolvimento das famílias locais, que passam a tradição de participar da montagem de geração para geração, é o que garante a continuidade da Via Sacra. Além do aspecto devocional, a iniciativa movimenta o comércio local e atrai turistas de diversas partes do país, interessados na grandiosidade da produção e no simbolismo da Sexta-Feira Santa.

Para aqueles que pretendem acompanhar as últimas horas do espetáculo, recomenda-se o uso de roupas leves e protetor solar, devido à exposição ao sol durante a subida do morro. A infraestrutura montada inclui postos médicos e pontos de hidratação para garantir o bem-estar dos milhares de fiéis que sobem a colina em sinal de penitência e fé.

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