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Verstappen considera deixar a F1 no fim de 2026

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Oitavo colocado no GP do Japão disputado em 29 de março de 2026, em Suzuka, o piloto Max Verstappen afirmou estar considerando seriamente deixar a Fórmula 1 ao final da temporada de 2026. O tetracampeão holandês demonstrou insatisfação com o novo regulamento técnico da categoria, especialmente com a maior dependência dos carros em relação à bateria.

De acordo com informações do GE, o descontentamento de Verstappen foi revelado pelo jornal holandês De Telegraaf e confirmado pela BBC, que conversou com o piloto logo após a corrida. A discussão tem repercussão também entre os fãs brasileiros de Fórmula 1, categoria que mantém grande audiência no país mesmo sem um piloto brasileiro fixo no grid em 2026.

O que exatamente incomodou Verstappen no novo regulamento da F1?

O holandês explicou que o problema não está no desempenho atual da Red Bull, mas na forma como os carros são pilotados em 2026. Ele criticou a dependência excessiva da parte elétrica e a dificuldade de recarga da bateria durante as voltas.

Verstappen questionou se continuar na categoria ainda vale a pena, comparando o tempo gasto em 24 corridas por temporada com a possibilidade de passar mais tempo com a família e os amigos.

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É isso que eu estou dizendo. Estou pensando sobre tudo dentro deste paddock. Na vida privada, estou muito feliz. Você também espera por 24 corridas – desta vez 22, mas normalmente 24. E você pensa “Vale a pena? Ou eu aproveito mais estando em casa com a minha família? Vendo mais meus amigos quando você não está aproveitando seu esporte?”.

Quais são as principais críticas dos pilotos ao regulamento de 2026?

Os novos regulamentos introduzidos em 2026 trouxeram um chassi menor e mais ágil, o que foi elogiado. No entanto, as unidades de potência geraram forte insatisfação. A parte elétrica agora responde por cerca de metade da potência total do carro.

O principal problema relatado é a incapacidade dos carros de recarregar adequadamente a bateria ao longo de uma volta, fenômeno conhecido como “superclipping”. Isso faz os carros perderem velocidade no meio das retas, mesmo quando os pilotos utilizam técnicas como “lift and coast”.

A mudança é relevante para o público brasileiro porque altera a dinâmica das corridas e o espetáculo da categoria, historicamente popular no país desde os tempos de campeões como Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna.

Verstappen já havia comparado os carros de 2026 ao jogo “Mario Kart” e chegou a afirmar que quem gosta do atual regulamento “não entende nada de automobilismo”.

Verstappen separa insatisfação com a F1 do carinho pela Red Bull?

Apesar da frustração com as novas regras, o piloto de 28 anos evitou criticar a Red Bull, a quem se referiu como uma “segunda família”. Ele reconheceu que os resultados não vêm, ocupando atualmente a nona posição no campeonato com apenas 12 pontos.

– Eu posso aceitar facilmente ser 7º ou 8º, porque sei que você não pode toda vez dominar. Mas ao mesmo tempo, quando você está em 7º ou 8º e não está gostando de toda a fórmula por trás disso, não parece natural para um piloto de corrida – declarou.

Verstappen tem contrato com a Red Bull até 2028, mas o jornalista Erik van Haren, do De Telegraaf, indicou que as próximas semanas serão decisivas para o futuro do piloto, que pode acionar cláusulas contratuais de liberação.

O tetracampeão tem se aventurado em corridas de endurance e reforçou que o dinheiro não é mais o principal fator em sua decisão. Para ele, a paixão pelo esporte é o que deve prevalecer.

Embora tente se adaptar diariamente, Verstappen admite que sentar no carro deixou de ser uma experiência prazerosa. A possibilidade de se retirar da Fórmula 1 ainda aos 29 anos permanece em aberto.

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