
A vereadora Marina Bragante, a primeira parlamentar eleita pelo partido Rede Sustentabilidade na capital paulista, tomou a decisão no início de abril de 2026 de deixar a sigla para formalizar a sua filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). De acordo com informações do UOL Notícias, a movimentação política ocorre em um momento de reconfiguração das alianças partidárias no estado de São Paulo visando o pleito geral de outubro.
A decisão da parlamentar reflete uma crise interna que atinge diretamente as bases da Rede Sustentabilidade. Historicamente ligada ao grupo político da atual ministra do Meio Ambiente e fundadora da legenda, Marina Silva, a vereadora relatou desconforto com as recentes diretrizes adotadas pelo comando do partido. A divisão interna ganhou força nos últimos meses, opondo diferentes lideranças de peso no cenário político nacional e estadual.
O que motivou a saída de Marina Bragante da Rede?
O estopim para a transição partidária envolve um racha claro dentro da Rede Sustentabilidade. Atualmente, a legenda vive uma disputa entre a ala alinhada à ministra do Meio Ambiente e a ala que hoje domina a estrutura da sigla, sob o comando da ex-senadora e atual porta-voz nacional, Heloísa Helena. As tensões institucionais escalaram progressivamente ao longo do último ano.
A vereadora foi uma das autoras de um manifesto divulgado no mês de dezembro que tornou pública a insatisfação com a cúpula da sigla. O grupo dissidente reagiu a medidas que classificou como autoritárias por parte da direção. Ao oficializar a sua ida para o PSB, a parlamentar emitiu um posicionamento justificando que as decisões adotadas pela sua antiga casa política “se afastam dos princípios e valores que orientaram sua atuação política até aqui”.
Como ocorreu a articulação para o ingresso no PSB?
A chegada da vereadora ao Partido Socialista Brasileiro — legenda que tem como figura de destaque o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin — não aconteceu de forma isolada, mas sim por meio de uma articulação que envolveu figuras de peso em São Paulo. O convite oficial para a nova filiação foi formalizado por dois importantes quadros políticos: a deputada federal Tabata Amaral e o deputado estadual paulista Caio França.
Este movimento estratégico também acompanha as movimentações de uma aliada política da vereadora. A deputada estadual Marina Helou seguiu o mesmo caminho partidário nas composições recentes. Essa migração em bloco fortalece os quadros do PSB no legislativo paulista, agregando figuras ligadas a pautas sociais e ambientais no contexto estadual e municipal.
Com a concretização da nova filiação, os planos eleitorais da parlamentar ganham contornos mais definidos. A expectativa nos bastidores é que a vereadora atue de forma mais ampla no estado. Os principais desdobramentos dessa nova fase incluem:
- Consolidação da base eleitoral sob a bandeira e as diretrizes do Partido Socialista Brasileiro.
- Provável candidatura para disputar uma vaga de deputada estadual na Assembleia Legislativa (Alesp) nas eleições a serem realizadas neste ano de 2026.
- Fortalecimento do alinhamento político com a deputada federal Tabata Amaral e demais lideranças locais.
- Continuidade do mandato mantendo as pautas que defende, porém afastada da direção que comanda a Rede Sustentabilidade.
O cenário eleitoral de São Paulo avança com essas alterações de legenda, fundamentais para a estrutura das chapas que disputarão cargos no legislativo e executivo. O Partido Socialista Brasileiro demonstra articulação ao atrair mandatos já consolidados, visando ampliar sua base na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo durante as eleições deste ano.


