
O Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio) realiza nesta terça-feira, 31 de março de 2026, a segunda edição do projeto Vem Passarinhar Belém no Parque Estadual do Utinga Camillo Vianna, na capital paraense. A iniciativa busca conectar a população com a biodiversidade amazônica por meio da observação de aves, combinando atividades de lazer, educação ambiental e incentivo à ciência cidadã. De acordo com informações da Agência Pará, o evento tem início previsto para as seis horas da manhã, com ponto de encontro no estacionamento da sede do instituto, localizado no bairro Curió-Utinga.
A programação é fruto de uma parceria entre o Ideflor-Bio, por meio de sua Gerência da Região Administrativa de Belém (GRB), o Clube de Observação de Aves do Pará (Coapa) e a Organização Social Pará 2000. O objetivo central é estimular a sensibilização ambiental em um dos espaços mais emblemáticos de conservação em área urbana. Ao reunir observadores experientes, iniciantes e o público em geral, o projeto transforma o passeio em uma ferramenta de monitoramento da fauna local, integrando o conhecimento popular ao científico.
Localizado em Belém, o Parque Estadual do Utinga é uma das principais áreas verdes protegidas da capital paraense. A preservação de ambientes urbanos amazônicos tem relevância nacional por contribuir para a proteção da biodiversidade brasileira e para a formação de conhecimento usado em ações de conservação em outras regiões do país.
Como funciona a dinâmica do evento no Parque do Utinga?
Durante a atividade, os participantes percorrem as diversas trilhas do parque nas primeiras horas do dia, momento em que as aves estão mais ativas e as chances de avistamento são elevadas. Além do aspecto recreativo, a iniciativa prioriza o registro científico. Cada espécie identificada e fotografada pelos participantes é catalogada, servindo como base de dados para o monitoramento da biodiversidade na unidade de conservação e auxiliando na gestão ambiental da área protegida.
A primeira edição deste ano, realizada no início de março, demonstrou o potencial da área para o ecoturismo e a pesquisa. Em uma caminhada de aproximadamente duas horas, o grupo conseguiu identificar uma vasta gama de exemplares da avifauna amazônica, confirmando a relevância do parque como refúgio biológico em meio ao cenário urbano de Belém. A participação da comunidade é vista como essencial para manter o banco de dados sobre as espécies que habitam o local atualizado.
Quais espécies de aves podem ser encontradas durante a trilha?
A diversidade biológica do local surpreende os visitantes a cada edição. Entre os registros recentes feitos pelos observadores, destacam-se espécies raras e comuns que compõem o ecossistema local. Durante as incursões pelas trilhas, foram avistados exemplares de:
- Ararajuba e tucano-do-papo-branco;
- Acauã e gavião-carrapateiro;
- Araçari-de-pescoço-vermelho e pica-pau-amarelo;
- Urutau e sanhaço-do-coqueiro;
- Ninhos de beija-flor-de-veste-preta e de bem-te-vi.
Esses registros são compartilhados em plataformas de observação, permitindo que especialistas e a comunidade científica acompanhem a evolução populacional e o comportamento das espécies dentro do Parque Estadual do Utinga. A presença da ararajuba, símbolo da conservação no estado, é um dos pontos altos da caminhada, atraindo fotógrafos de natureza de diversas regiões.
Quais são as recomendações para os participantes?
Para garantir o conforto e a segurança durante a caminhada, os organizadores recomendam que os interessados sigam orientações específicas. Por se tratar de um ambiente de mata, é fundamental estar preparado para as condições do terreno e do clima amazônico. As principais recomendações incluem:
- Uso de roupas leves, preferencialmente em tons neutros (verde, marrom ou cinza) para evitar afugentar os animais;
- Calçados fechados e adequados para trilhas;
- Uso de protetor solar, repelente, boné ou chapéu;
- Hidratação constante, portando garrafa de água individual.
Embora não sejam obrigatórios, equipamentos como binóculos e câmeras fotográficas com lentes de longo alcance são altamente recomendados para uma melhor experiência de visualização e registro das espécies. A organização destaca que o silêncio durante o percurso é fundamental para o sucesso do avistamento.
Qual a importância do projeto para a conservação ambiental?
O gerente da Região Administrativa de Belém do Ideflor-Bio, Júlio Meyer, ressalta que o projeto vai além do lazer contemplativo, atuando como um pilar de integração entre a sociedade e o patrimônio natural. Segundo ele, a valorização da biodiversidade local é o primeiro passo para a preservação efetiva dos recursos naturais e o fortalecimento do parque como unidade de conservação.
O ‘Vem Passarinhar Belém’ é uma oportunidade de aproximar a população da natureza e valorizar a rica diversidade de aves presente no Parque Estadual do Utinga. A atividade reúne lazer, educação ambiental e ciência cidadã, incentivando que cada participante contribua também para o registro e o conhecimento da nossa biodiversidade. Além disso, a iniciativa fortalece o papel do Parque como um espaço de conservação e de convivência da sociedade com o meio ambiente em plena área urbana da capital.
Com a realização periódica dessas edições, o governo estadual reafirma o compromisso com a manutenção do Parque do Utinga como um centro de referência em educação ambiental. A iniciativa também reforça a importância de conservar áreas verdes urbanas na Amazônia, tema que dialoga com a proteção de recursos naturais estratégicos para o Brasil.


