O Vasco sofreu sua primeira derrota sob o comando do técnico Renato Gaúcho na noite de sábado (04/04/2026), ao perder de virada para o Botafogo por 2 a 1, em duelo disputado no estádio de São Januário, no Rio de Janeiro (RJ). O revés, válido pela décima rodada do Campeonato Brasileiro de 2026, aconteceu após o time mandante abrir o placar com David, mas permitir a reação adversária com gols de Villalba e Matheus Martins, em uma partida marcada por falhas defensivas criticadas pelo treinador.
De acordo com informações do GE Futebol, o resultado negativo fez a equipe cruzmaltina cair para a nona posição na tabela de classificação, estacionando nos 12 pontos. A equipe vinha de uma sequência positiva de três vitórias e dois empates antes deste tropeço no clássico carioca.
Como o técnico avaliou o desempenho da equipe?
Na entrevista coletiva após o confronto, o comandante vascaíno demonstrou insatisfação com as falhas que resultaram nos gols do adversário. Ele ressaltou que a comissão técnica trabalha constantemente na correção desses problemas por meio de análises em vídeo, devido ao calendário apertado do futebol nacional que impede treinamentos prolongados no campo.
O profissional destacou que a equipe conseguiu realizar a parte mais complexa do jogo, que era inaugurar o marcador, mas pecou pela desatenção:
“Não adianta a gente ficar aqui dando desculpas por falta de tempo. Porque vamos jogar a cada três dias. Até porque os erros que nós cometermos hoje foram os erros que eu corrijo sempre no vídeo. […] Saímos na frente. Aí, por erros nossos, erros digamos, assim, até infantis”, afirmou o treinador.
Houve reclamação sobre a arbitragem no clássico?
Além de cobrar mais foco do elenco durante os 90 minutos de partida, o técnico fez um apontamento direto sobre a condução da arbitragem em um lance crucial. Segundo a avaliação do comandante, a falta que originou o gol decisivo do time alvinegro foi marcada de maneira equivocada.
Ele relatou ter conversado com o árbitro ao término do confronto para questionar a marcação envolvendo o jogador Barros:
“Não estou aqui dando a desculpa porque foi mais uma vez um erro nosso coletivo. Faltou atenção. Mas ele inverteu a falta. Não estou dando desculpa pela derrota, mas não teria sido gol pelo menos naquele lance”, ponderou o profissional.
Qual será a estratégia para a Copa Sul-Americana?
O próximo compromisso do time carioca está agendado para terça-feira (07/04/2026) contra o Barracas Central, no estádio Florencio Sola, localizado em Banfield, na Argentina. Trata-se da estreia do clube na competição continental. O treinador indicou que deverá utilizar uma formação alternativa devido ao intenso desgaste físico de seus atletas.
Ele justificou a necessidade de rodar o elenco citando os seguintes fatores principais:
- O grupo de jogadores atual é reduzido e já possui desfalques no departamento médico.
- A maratona de jogos exige atuar a cada três dias no calendário atual.
- A logística da semana envolve uma viagem internacional para a Argentina seguida de um deslocamento longo para Belém, no Pará, para rodada do Campeonato Brasileiro.
- A prioridade estabelecida pelo clube na atual temporada é o Campeonato Brasileiro.
Como o treinador analisou falhas individuais e adaptações?
Questionado sobre uma possível falha do goleiro Léo Jardim nos gols sofridos, o comandante isentou o arqueiro de culpa e enfatizou que as responsabilidades são divididas coletivamente por todo o plantel. O treinador reforçou que o camisa um transmite confiança ao grupo e que cobranças individuais são feitas de forma interna, em sua sala, e não publicamente.
Sobre o processo de adaptação de atletas estrangeiros, especificamente os quatro colombianos do elenco, incluindo o meio-campista Marino, o técnico explicou que o processo exige paciência. Ele destacou que existem diferenças táticas profundas entre o futebol disputado no Brasil e nos países vizinhos, o que resulta em tomadas de decisão equivocadas por parte desses atletas durante o período de transição.
Por fim, sobre a utilização das cinco substituições permitidas pelas regras atuais, o comandante esclareceu que suas opções são limitadas pelas características das peças disponíveis no banco de reservas. Segundo ele, o elenco reduzido impede alterações em determinadas funções táticas, justificando o fato de não ter aproveitado todas as trocas possíveis durante a derrota no clássico carioca.