
O técnico Renato Gaúcho permaneceu no Rio de Janeiro durante os três dias anteriores a esta quinta-feira (9) para conduzir treinamentos táticos com a equipe titular do Vasco da Gama. O trabalho no CT Moacyr Barbosa, localizado na zona oeste carioca, ocorreu enquanto o time reserva estreava na Copa Sul-Americana contra o Barracas Central, na Argentina. O objetivo principal do comandante é preparar o elenco principal para o confronto de sábado contra o Remo, do Pará, pelo Campeonato Brasileiro, buscando corrigir falhas defensivas da equipe.
De acordo com informações do GE Futebol, a decisão de não viajar para a capital argentina visa proporcionar mais equilíbrio ao time principal. Na ausência do treinador principal, a equipe alternativa do cruzmaltino foi comandada à beira do gramado pelo auxiliar Marcelo Salles, que contou com o apoio de Bruno Lazaroni durante o compromisso internacional.
Como o treinador organizou as atividades no Rio de Janeiro?
Acompanhado pelo auxiliar técnico Alexandre Mendes, Renato Gaúcho utilizou o período livre de viagens para intensificar a parte tática do grupo. A comissão técnica compreende que a agremiação necessita de maior segurança dentro de campo para alcançar resultados positivos de forma consistente e abandonar o histórico de irregularidade que tem marcado as campanhas recentes na Série A nacional.
Desde o seu retorno à elite do futebol nacional no ano de 2023, a equipe carioca enfrenta momentos de oscilação, demonstrando dificuldades para manter um padrão de jogo estável. Identificando este cenário logo após sua chegada, o comandante vascaíno tem aproveitado cada brecha no calendário para implementar correções urgentes e ajustar o posicionamento dos atletas de linha.
Quais foram os fundamentos priorizados no centro de treinamento?
As sessões de treinamento focaram diretamente na postura defensiva do elenco. O planejamento englobou o uso de análises em vídeo e atividades práticas no gramado, onde o técnico orientou os jogadores sobre aspectos específicos. Os principais pontos trabalhados nas atividades foram:
- A compactação rigorosa das linhas da equipe durante as fases do jogo;
- A movimentação sincronizada do setor defensivo para evitar espaços aos adversários;
- A redução drástica dos erros não forçados durante o processo de saída de bola.
O departamento de futebol e a comissão técnica compartilham a avaliação de que o ganho de competitividade passa, obrigatoriamente, pela eliminação destas falhas. Para a comissão, erros que não são diretamente causados pela pressão do adversário prejudicam a estabilidade do time, o que justificou a permanência na capital fluminense para treinamentos focados em repetição contínua de movimentos.
Por que a comissão técnica optou pela permanência da equipe principal?
A escolha por não acompanhar a delegação na competição continental tem precedentes na trajetória do profissional de 63 anos. Em momento anterior, quando estava à frente do Fluminense, ele adotou exatamente a mesma estratégia e não viajou para uma partida no Chile contra o Unión Española, válida pela fase de grupos do mesmo torneio.
A logística pesou na definição de forma decisiva. O desgaste físico gerado pela derrota recente no clássico contra o Botafogo e a distância da próxima viagem para Belém, no Pará, motivaram o planejamento estruturado. Para a diretoria e para a própria comissão técnica, manter o contato direto com a base estrutural do time titular foi considerado fundamental para o prosseguimento seguro no torneio de pontos corridos.
Caso tivesse optado pelo embarque rumo a Buenos Aires, o comandante perderia dias preciosos de preparação tática no gramado. As atividades de segunda-feira (6) e o dia do jogo na terça-feira (7) impediriam o trabalho intensivo que foi realizado na sede carioca. A estratégia adotada resultou em uma semana completa de treinamentos, focada na evolução técnica, no aprimoramento físico e no ajuste minucioso dos fundamentos que ainda demandam aperfeiçoamento por parte de todo o elenco titular.
A rotina em solo brasileiro foi acompanhada de perto até mesmo fora do ambiente de trabalho do clube. Durante a noite de terça-feira (7), Carol Portaluppi, filha do treinador, publicou em suas redes sociais um registro do pai assistindo à partida da equipe reserva diretamente de sua residência, reforçando o acompanhamento ininterrupto à distância do duelo sul-americano.