O Governo de Minas Gerais detalhou nesta segunda-feira (2/3), um abrangente plano de investimentos na área da Saúde, beneficiando 19 cidades na região do Vale do Rio Doce. O anúncio foi feito pelo governador em exercício, Mateus Simões, durante visitas aos municípios de Periquito, Itueta e Caratinga. Os recursos são destinados aos municípios afetados pelo rompimento da barragem em Mariana, visando a construção de UBSs, reformas de hospitais e aquisição de equipamentos.
De acordo com informações da Agência Minas, em novembro de 2025, o governador Romeu Zema e Mateus Simões já haviam anunciado o Plano Estadual de Ação em Saúde do Acordo de Reparação do Rio Doce, com um investimento de R$ 424 milhões na saúde pública das regiões impactadas pelo desastre de Mariana em 2015.
Simões expressou sua preocupação com a demora na compensação à população do Vale do Rio Doce, mencionando a disparidade em relação aos municípios afetados pelo desastre de Brumadinho. “Uma das coisas que mais me magoam, desde o começo do nosso mandato, é o fato de vocês, que foram atingidos pelo desastre de Mariana, terem assistido aos municípios que foram atingidos pelo desastre de Brumadinho sendo indenizados, recebendo os valores deles, fazendo as obras, enquanto vocês continuavam, mesmo tendo sofrido o acidente quase quatro anos antes, sem ter acesso a essas coisas”, afirmou Simões. Ele também celebrou a chegada dos recursos, ressaltando o impacto positivo para a população.
Contudo, hoje estamos aqui para celebrar a chegada desses recursos, que com certeza vão ajudar muito a população.
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Qual o valor total da primeira etapa do plano e onde será aplicado?
A primeira etapa do Plano Estadual de Ação em Saúde do Acordo de Reparação do Rio Doce aloca R$ 220 milhões para a estruturação física, ampliação de serviços e fortalecimento da rede hospitalar e psicossocial em 38 municípios atingidos. Os repasses, com destinação específica definida em colaboração com as secretarias municipais e a Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) em dezembro de 2025, têm previsão de conclusão até o final de maio.
Como os investimentos estão distribuídos entre os municípios?
O governador em exercício detalhou os investimentos em 19 cidades:
- Aimorés: R$ 3,8 milhões para construção de um Centro de Habilitação de Fisioterapia, Centro de Especialidade Médicas e aquisição de equipamentos para o Hospital São José.
- Bom Jesus do Galho: R$ 1,5 milhão para reforma de Unidade Básica de Saúde (UBS), equipamentos do projeto “Casa da Criança” Parque Multissensorial e kits de Atenção Primária à Saúde (APS).
- Bugre: R$ 2 milhões para duas UBSs de apoio.
- Caratinga: R$ 21 milhões para obras no Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, cinco UBSs tipo 1 e compra de equipamentos de neurologia.
- Conselheiro Pena: R$ 4,5 milhões para reforma e equipamentos para o Centro de Hemodiálise e um Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD).
- Dionísio: R$ 2 milhões para qualificação de UBS.
- Fernandes Tourinho: R$ 500 mil para kit de APS.
- Galiléia: R$ 500 mil para kit de APS.
- Itueta: R$ 2 milhões para a qualificação de UBS tipo 1B.
- Periquito: R$ 500 mil para kit de APS.
- Ponte Nova: R$ 31,2 milhões para os hospitais Arnaldo Gavazza e Nossa Senhora das Dores, além da construção de cinco pontos de apoio da APS.
- Pingo d’Água: R$ 500 mil para kit de APS.
- Raul Soares: R$ 3,5 milhões para UBS tipo 1 e equipamentos para o Hospital São Sebastião.
- Resplendor: R$ 4,9 milhões para UBS, equipamentos, arco cirúrgico e ressonância para o Hospital Nossa Senhora do Carmo, além de Caps tipo 1.
- Rio Casca: R$ 5,5 milhões para Caps e obras no Hospital Nossa Senhora do Carmo.
- Rio Doce: R$ 2 milhões para reformas de UBS e para um centro de convivência.
- São Pedro dos Ferros: R$ 2,5 milhões para UBS tipo 2.
- Sobrália: R$ 1 milhão para um Centro de Reabilitação Física.
- Tumiritinga: R$ 500 mil para kit de APS.
Qual a importância do Acordo de Reparação do Rio Doce?
O Acordo de Reparação do Rio Doce, assinado em outubro de 2024, busca reparar os graves impactos sociais, ambientais e econômicos causados pelo rompimento da barragem de Fundão em novembro de 2015. O acordo envolve os estados de Minas Gerais e Espírito Santo, a União, Defensorias e Ministérios Públicos dos dois estados, e as empresas Samarco, Vale e BHP Billiton. A Superintendência Central de Reparação do Rio Doce, vinculada à Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MG), coordena a execução das ações em nível estadual para agilizar a recuperação da região atingida.
