Valdemar da Costa Neto, presidente do Partido Liberal (PL), admitiu que a escolha do general Walter Braga Netto como candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro em 2022 foi um “erro estratégico”. Segundo ele, a campanha deveria ter optado por um nome feminino para aumentar a penetração eleitoral entre mulheres. A declaração foi feita durante um evento promovido pelo grupo Esfera Brasil na noite de segunda-feira, 23 de outubro.
Qual foi a sugestão de Valdemar para 2022?
Valdemar revelou que havia alertado Bolsonaro sobre o desempenho nas pesquisas e sugerido a inclusão da senadora Tereza Cristina como vice. No entanto, a decisão final coube ao então candidato à reeleição. Com vistas ao próximo pleito presidencial, Valdemar defendeu que Flávio Bolsonaro tenha como vice Tereza Cristina ou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), embora Zema já tenha declarado sua intenção de disputar o Palácio do Planalto.
Quais são as expectativas para 2026?
Valdemar avaliou que a eleição de 2026 tende a ser “bastante equilibrada” e destacou a importância de uma vitória no primeiro turno. Ele não vê um cenário de segundo turno sem a presença de Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, defendendo a união das forças de direita para evitar a dispersão de votos. O presidente do PL também enfatizou a necessidade de melhorar o desempenho eleitoral em estados estratégicos, argumentando que a diferença final pode ser apertada.
Como está a relação com Carlos Bolsonaro?
Valdemar minimizou as recentes divergências com o ex-vereador Carlos Bolsonaro sobre a definição de candidaturas nos estados. Ele explicou que há um entendimento interno de que Bolsonaro indica nomes ao Senado, enquanto a executiva partidária conduz as articulações para governos estaduais, sempre ouvindo parlamentares locais. As divergências foram classificadas como parte do debate interno, e o partido mantém diálogo com aliados antes de formalizar qualquer decisão.
Fonte original: Revista Oeste


