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Vacinação contra HPV é ampliada no SUS para mulheres com lesões no colo do útero

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Profissional de saúde aplicando vacina no braço de uma paciente em um posto de atendimento.
Foto: Autor / Flickr (CC BY)

O Ministério da Saúde anunciou a ampliação do público-alvo para a vacinação contra o HPV no Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo agora mulheres diagnosticadas com lesões intraepiteliais cervicais de alto grau, como NIC 2 e NIC 3, além de adenocarcinoma in situ (AIS). Embora a medida tenha sido detalhada na Paraíba na sexta-feira, 27 de março de 2026, por meio de uma nota técnica da Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB), a orientação decorre de uma decisão nacional do Ministério da Saúde e vale para a rede pública em todo o Brasil.

De acordo com informações do Gov Paraíba, a iniciativa visa fortalecer a prevenção secundária do câncer do colo do útero. O acesso ao imunizante pelo SUS foi facilitado, dispensando a necessidade de pedidos para imunobiológicos especiais. Para receber a proteção, a paciente deve apresentar uma prescrição médica que contenha o registro do diagnóstico (CID) correspondente em qualquer unidade de saúde municipal.

Como funciona o novo esquema de vacinação contra o HPV?

A estratégia de imunização para este novo grupo busca reduzir as chances de recorrência das lesões e evitar a necessidade de procedimentos cirúrgicos futuros. O esquema vacinal definido pelas autoridades de saúde é composto por três doses. O intervalo recomendado é de dois meses entre a primeira e a segunda aplicação, e de seis meses entre a primeira e a terceira dose.

Segundo a chefe do Núcleo de Imunizações da SES-PB, Márcia Fernandes, a decisão é sustentada por evidências científicas que comprovam os benefícios da vacina mesmo após o diagnóstico das lesões. A especialista reforça que a vacinação deve ocorrer, preferencialmente, no mesmo ano do tratamento clínico ou cirúrgico, podendo ser realizada no período perioperatório ou em até 12 meses após a intervenção médica.

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Estudos demonstraram que a vacina do HPV teve uma redução significativa do NIC-2 e NIC-3 comparado às pessoas não vacinadas, diminuindo as complicações associadas ao HPV. A mulher, independente da idade, pode tomar a vacina tanto no período perioperatório, quando ela recebe o diagnóstico, ou seja, antes do tratamento, como ela pode tomar em até dois meses após o tratamento.

Quais são as lesões tratadas por esta nova medida?

As lesões conhecidas como NIC 2 e NIC 3 são alterações celulares no colo do útero provocadas pela persistência do vírus HPV, apresentando alto risco de evolução para quadros cancerígenos se não houver tratamento adequado. Já o adenocarcinoma in situ (AIS) é uma condição pré-cancerígena que também se origina na mesma região. A vacinação atua como um suporte adicional na estratégia de cuidado dessas pacientes após o tratamento inicial.

A SES-PB atua no suporte aos municípios paraibanos por meio da distribuição das doses, monitoramento dos estoques e acompanhamento das coberturas vacinais. No estado, a intenção é que todas as mulheres que se enquadrem nos critérios médicos tenham acesso oportuno à vacina, seguindo a diretriz nacional anunciada pelo Ministério da Saúde.

Quais grupos já possuem direito à vacina na rede pública?

Além da recente inclusão das mulheres com lesões de alto grau, a vacinação contra o HPV já contempla diversos perfis populacionais de forma gratuita no Brasil. A lista de beneficiários inclui:

  • Meninas e meninos com idade entre nove e 14 anos;
  • Homens e mulheres que vivem com HIV, na faixa etária de nove a 45 anos;
  • Pacientes oncológicos e transplantados de órgãos sólidos ou medula óssea, de nove a 45 anos;
  • Vítimas de abuso sexual de 15 a 45 anos que não tenham completado o esquema vacinal;
  • Pessoas com imunodeficiência primária ou erros inatos da imunidade, entre nove e 45 anos;
  • Indivíduos que fazem uso de drogas imunossupressoras, de nove a 45 anos;
  • Usuários de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) para o HIV, de 15 a 45 anos;
  • Pacientes com Papilomatose Respiratória Recorrente (PRR), a partir dos dois anos de idade.

Com essa expansão, o governo amplia a proteção contra o HPV em diferentes frentes, da prevenção em jovens ao atendimento de grupos vulneráveis e pacientes em tratamento, reforçando a vacina como ferramenta de saúde pública no país.

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