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V Spehar explica como transformou o Under the Desk News em negócio jornalístico

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V Spehar, criador do canal Under the Desk News, relatou como transformou vídeos explicativos publicados no TikTok durante a pandemia em um projeto jornalístico com presença em diferentes plataformas digitais. A trajetória foi detalhada em entrevista publicada em 11 de abril de 2026, com informações sobre a origem do canal, a rotina de produção, a monetização do trabalho e a passagem de Spehar de criador de conteúdo para uma figura associada ao jornalismo digital nos Estados Unidos.

De acordo com informações do Poder360, em reprodução de conteúdo do Nieman Lab, Spehar acumula quase 5 milhões de seguidores entre TikTok e Instagram, além de manter transmissões ao vivo no YouTube, uma newsletter no Substack com mais de 184 mil assinantes e participações em canais como CNN e MSNBC.

Como surgiu o Under the Desk News?

Segundo a entrevista, o projeto começou de forma improvisada durante a pandemia, quando Spehar, que trabalhava na Fundação James Beard, passou a produzir vídeos inicialmente ligados à culinária e, depois, a temas como empréstimos do Programa de Proteção ao Salário e subsídios para espaços culturais fechados.

O nome e o formato do canal nasceram em 6 de janeiro de 2021, quando Spehar acompanhava pela televisão os acontecimentos no Capitólio dos Estados Unidos enquanto participava de uma reunião por Zoom. Na conversa com o Nieman Lab, Spehar afirmou que se escondeu debaixo da mesa como forma de lidar com a situação e transformou a imagem em linguagem recorrente do canal.

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“Não sou não, sou um tiktoker”

A frase, dita por Spehar ao lembrar uma conversa de 2022 com a repórter Taylor Lorenz, foi usada para ilustrar a resistência inicial em se definir como jornalista. Na sequência, Spehar recordou a resposta de Lorenz sobre a responsabilidade ética envolvida no trabalho informativo publicado para grandes audiências.

“Ela reagiu tipo: ‘Não, e na verdade é irresponsável da sua parte dizer isso. O que você está fazendo é jornalismo e você precisa entender a ética e as expectativas. O público acha que você é jornalista, então você precisa agir como um’”

Como V Spehar descreve a própria transição para o jornalismo?

Spehar disse que tinha experiência como porta-voz da Fundação James Beard, mas não vinha de uma formação em redação jornalística. Na entrevista, afirmou ter maior facilidade para a comunicação oral do que para a escrita e relatou que só mais tarde passou a encarar a atividade como trabalho em tempo integral.

O texto informa também que Spehar foi pesquisador bolsista em 2025 no Centro Shorenstein de Mídia, Política e Políticas Públicas da Harvard Kennedy School. Segundo o criador, essa experiência ajudou na compreensão sobre fontes primárias e no contato mais próximo com jornalistas profissionais.

Na definição do próprio nicho, Spehar afirmou que cobre política, políticas públicas e cultura dos Estados Unidos, buscando explicar principalmente a dimensão da política norte-americana em temas complexos. A proposta, segundo a entrevista, é tornar os assuntos mais compreensíveis para o público em formatos curtos e acessíveis.

Como funciona o modelo de produção e distribuição do canal?

A rotina descrita por Spehar envolve acompanhamento constante do noticiário, organização de notas ao longo do dia e publicação diária de vídeos com resumo dos principais fatos. O trabalho também se desdobra em produtos com formatos e exigências diferentes, como newsletter e programas em vídeo mais estruturados.

  • Vídeos diários em TikTok e Instagram
  • Transmissões e programas no YouTube
  • Newsletter no Substack
  • Entrevistas com políticos
  • Participações em canais como CNN e MSNBC

Spehar afirmou que conta com o pesquisador Jed Bookout na produção do Substack e com a freelancer Lana Leonard em uma edição voltada a temas LGBTQIA+. Também disse que os vídeos curtos costumam ser improvisados a partir de listas de assuntos e fatos previamente anotados, enquanto o YouTube exige mais planejamento, convidados e estrutura de roteiro.

Ao explicar por que considera esse trabalho relevante, Spehar relacionou o aumento do interesse por notícias à experiência da pandemia, que teria ampliado a atenção do público para cidadania, política e governos locais. A entrevista mostra, assim, como o Under the Desk News se consolidou a partir da lógica das plataformas sociais, mas passou a buscar práticas mais próximas do jornalismo tradicional à medida que a audiência e as expectativas do público cresceram.

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