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Usina de gás NTEC: Comissão adia decisão e gera críticas de ambientalistas

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A Comissão de Serviços Públicos de Minnesota (PUC) adiou uma decisão crucial que protegeria os consumidores da Minnesota Power contra o aumento de tarifas associado ao projeto da usina de gás Nemadji Trail Energy Center (NTEC). Em vez de rescindir imediatamente a aprovação dos acordos de interesse da concessionária de energia, o órgão regulador solicitou mais informações nesta terça-feira, prolongando a incerteza tarifária e ambiental para a comunidade da cidade de Superior, no estado de Wisconsin.

De acordo com informações do CleanTechnica, a comissão estadual exigiu que a empresa de energia forneça atualizações detalhadas sobre seu possível papel na construção ou operação da infraestrutura de gás, bem como apresente o status atualizado das negociações de distrato com os outros proprietários do empreendimento energético.

Por que a decisão sobre a usina de gás NTEC foi adiada?

No mês de dezembro, a Minnesota Power havia anunciado oficialmente, por meio de um documento protocolado na comissão de serviços públicos, que não planejava mais comprar a energia proveniente do projeto NTEC. Embora a concessionária tenha sinalizado administrativamente a sua saída da iniciativa, os coproprietários remanescentes ainda podem tentar dar continuidade à construção do polo gerador.

Esse cenário de potencial continuidade por parte de outras empresas ligadas ao consórcio mantém o risco de que os consumidores locais arquem com os bilionários custos de construção e operação da estrutura. Para tentar esclarecer essa situação e fechar as brechas jurídicas, o órgão regulador definiu um cronograma que a empresa precisará cumprir rigidamente para comprovar seu distanciamento real da obra.

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  • A concessionária Minnesota Power tem até o dia dezoito de junho para apresentar um documento formal de conformidade à comissão.
  • O relatório técnico deverá conter todas as respostas solicitadas sobre o grau de envolvimento atual e futuro com a infraestrutura da NTEC.
  • Enquanto esse prazo regulatório não expira, os moradores da região vizinha continuam sem qualquer garantia sobre a paralisação das obras e os impactos diretos na qualidade de vida.

Como as organizações de proteção ambiental reagiram ao adiamento?

Uma coalizão formada por diversas organizações de defesa do meio ambiente e da saúde pública manifestou forte desapontamento com a lentidão e o conservadorismo do processo regulatório. Entidades como o Sierra Club, Clean Wisconsin, Health Climate Wisconsin e o Centro de Advocacia Ambiental de Minnesota lideram a oposição sistêmica contra o desenvolvimento da usina de gás NTEC, apontando sistematicamente para os altos custos operacionais de longo prazo, as graves ameaças à saúde respiratória da população vizinha e a contribuição direta para o aquecimento global.

Os ativistas ambientais argumentam que a declaração de saída inicial da concessionária de energia do projeto havia sido celebrada como um passo promissor rumo ao cancelamento total. No entanto, a falta de uma resolução administrativa terminativa por parte dos reguladores impede que a população celebre uma vitória concreta. A gerente de campanhas do Sierra Club, Jenna Yeakle, destacou a frustração coletiva da coalizão com o prolongamento injustificado do trâmite burocrático.

Estamos desapontados ao ver a decisão da Comissão de adiar a certeza do público sobre o NTEC e exigir que a Minnesota Power siga em frente. Compartilhamos preocupações de longa data sobre a proposta, e o afastamento claro da Minnesota Power do projeto foi um passo promissor. Nenhuma comunidade deveria ter que lidar com a poluição atmosférica prejudicial de uma usina de gás ou com o aumento das tarifas para pagar por planos de energia desatualizados. Podemos fornecer energia para nossas comunidades que seja segura, limpa e resiliente, e agora esperamos que a Dairyland cancele totalmente o projeto NTEC e planeje um futuro energético que faça sentido.

Quais são os principais riscos de saúde associados ao projeto em Wisconsin?

Os riscos ao ecossistema e os impactos toxicológicos na biologia humana sempre dominaram o foco principal das campanhas locais contra a construção da usina térmica. Representantes jurídicos das entidades envolvidas na litigância afirmam que os perigos estruturais ao meio ambiente regional, com ênfase nas bacias hídricas próximas ao Lago Superior e às margens do Rio Nemadji, são catastróficos demais para receberem qualquer tipo de flexibilização pelas autoridades estaduais.

Por quase uma década, o Clean Wisconsin trabalhou com parceiros e membros da comunidade para mostrar aos tomadores de decisão que os riscos ambientais do NTEC são simplesmente muito altos para serem aceitos. Fica claro que a Minnesota Power e a PUC reconhecem que o NTEC é o caminho errado a seguir, e a decisão de hoje apenas retarda o inevitável. O Clean Wisconsin continuará lutando para proteger a saúde pública, o Lago Superior e o Rio Nemadji até que este projeto esteja permanentemente fora da mesa e o NTEC seja apenas uma lembrança ruim.

Além das fragilidades puramente ambientais e climáticas, os profissionais da classe médica do estado de Wisconsin alertam periodicamente para as consequências sanitárias agudas e crônicas advindas da exposição humana à poluição atmosférica tóxica gerada por usinas que utilizam o controverso gás natural fraturado. Esses especialistas em toxicologia afirmam que as famílias residentes nas áreas contíguas sofreriam atrasos no desenvolvimento fetal durante a gestação, além de explosões estatísticas em diagnósticos de problemas cardíacos, deficiências pulmonares graves e distúrbios neurológicos. A gerente de políticas de ar limpo da organização Healthy Climate Wisconsin, a doutora Brittany Keyes, enfatizou o histórico de rejeição social e científica da obra.

Há mais de dois anos, profissionais de saúde de todo o Wisconsin se manifestaram contra o NTEC, elevando os muitos riscos evitáveis à saúde. Os residentes que vivem perto dessas usinas de gás estão expostos à poluição atmosférica tóxica que prejudica a saúde de nossos pulmões, coração, cérebro e o desenvolvimento fetal. Em resposta, os líderes locais rejeitaram o desenvolvimento, afirmando repetidamente que os riscos à saúde eram a principal preocupação. É hora de os reguladores e as concessionárias priorizarem a saúde pública, respeitarem a liderança local e abandonarem totalmente este projeto.

Para concluir os protestos gerados pela reunião da comissão, os dirigentes das frentes ativistas reforçaram o compromisso público de manter intensa pressão política e jurídica sobre os conselhos corporativos das empresas de energia e os escritórios de regulação estatal. O diretor de operações do Programa de Comunidades Saudáveis alocado no Centro de Advocacia Ambiental de Minnesota, Evan Mulholland, garantiu que as barreiras judiciais ao avanço da infraestrutura continuarão robustas.

O MCEA vem lutando há uma década para impedir que esta usina de gás natural fraturado seja construída no Rio Nemadji em Superior, Wisconsin. Continuaremos acompanhando esta proposta e não descansaremos até que ela tenha sido totalmente cancelada e a terra e as margens do rio estejam a salvo da destruição.

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