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Usina de biometano do Grupo Energisa inicia operação em Santa Catarina

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O Grupo Energisa, uma das principais empresas de distribuição de energia elétrica do país, iniciou oficialmente a produção e a comercialização de gás renovável na maior planta industrial do setor no estado de Santa Catarina. Localizada no município de Campos Novos, importante polo agropecuário conhecido como o “celeiro” catarinense, a instalação começou a operar comercialmente após receber a autorização final no dia 31 de março de 2026. De acordo com informações do Petronotícias, o projeto contou com um investimento de R$ 110 milhões para transformar rejeitos da agroindústria local em energia de baixo carbono.

A unidade já havia sido a primeira estrutura do estado a obter a chancela da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para a fabricação do combustível, em fevereiro de 2026. O modelo de negócios baseia-se na economia circular, utilizando resíduos orgânicos gerados continuamente pelas atividades pecuárias e agrícolas da região catarinense.

Como funciona a capacidade produtiva da nova usina?

A infraestrutura construída pela empresa incorpora tecnologias importadas da Alemanha e da Itália, operando com um sistema totalmente autossuficiente em relação ao consumo de energia elétrica. O maquinário interno é composto por reatores de grande porte e um sistema de gerenciamento automatizado que garante o aproveitamento integral dos materiais recebidos diariamente nos pátios de triagem.

Diariamente, a planta industrial tem capacidade projetada para processar cerca de 300 toneladas de resíduos orgânicos. Esse volume de processamento resulta em uma produção atual aproximada de 28 mil metros cúbicos de gás renovável por dia. A diretora-presidente de Negócios de Gás da empresa, Débora Oliver, detalhou os números operacionais da estrutura técnica e química do local:

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“Nossa capacidade operacional é expressiva: a planta pode tratar em torno de 300 toneladas de resíduos orgânicos por dia, resultando na produção atual de aproximadamente 28 mil metros cúbicos diários de biometano.”

Por que o município de Campos Novos foi escolhido?

A definição geográfica do projeto levou em consideração a alta concentração de atividades agroindustriais no meio-oeste catarinense. A cidade de Campos Novos abriga um raio logístico de até 150 quilômetros onde estão concentrados aproximadamente 90% de todos os rejeitos orgânicos gerados pelo setor produtivo no estado.

Essa proximidade rodoviária assegura a regularidade no fornecimento da matéria-prima necessária para abastecer os biodigestores ininterruptamente. A eliminação dos passivos ambientais das propriedades rurais vizinhas permite a expansão do agronegócio regional sem o consequente aumento das emissões de gases de efeito estufa na atmosfera, fortalecendo os planos de descarbonização do país.

Quais são os subprodutos gerados pela operação?

Além da geração do combustível gasoso renovável, a decomposição da matéria orgânica resulta na fabricação direta de insumos agrícolas. A companhia de energia lançou no mercado um fertilizante biológico batizado de E.bio Solum, que funciona como uma alternativa e um complemento aos produtos químicos convencionais utilizados nas lavouras do sul do Brasil.

O diretor de Negócios de Biogás do grupo corporativo, Luiz Fernando Tomasini, explicou como funciona a integração industrial dos processos produtivos desenvolvidos pela equipe:

“Ao combinar a produção de biometano e biofertilizante em uma mesma planta, o empreendimento consolida um modelo inovador que transforma resíduos em energia limpa e insumos agrícolas, reforçando o papel do biogás como vetor estratégico para a sustentabilidade e o desenvolvimento do agronegócio brasileiro.”

A produção ininterrupta desse insumo de base orgânica possui as seguintes características estruturais de impacto no mercado agrícola nacional e regional:

  • Capacidade de produção estimada em cerca de 40 mil toneladas por ano.
  • Reaproveitamento total dos rejeitos gerados pela própria dinâmica operacional da usina.
  • Fomento à regeneração técnica do solo e à nutrição equilibrada das grandes áreas de plantio.

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